Após mais de três décadas de sua morte, o piloto Ayrton Senna teve seu nome registrado no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A honraria foi formalizada com a sanção da Lei 15.447/2026, publicada no Diário Oficial da União, tornando oficial o reconhecimento do tricampeão de Fórmula 1 como herói nacional.
Senna conquistou o título mundial três vezes e venceu 41 corridas na categoria. Sua carreira foi abruptamente interrompida em 1994, quando sofreu um acidente fatal durante o Grande Prêmio de San Marino, na curva Tamburello do circuito de Ímola, na Itália.
O piloto transcendeu o esporte e se tornou um símbolo de esperança e orgulho para o Brasil em uma época de dificuldades econômicas e instabilidade política, marcada pelos governos de José Sarney e Fernando Collor. Sua morte provocou uma comoção nacional de grandes proporções, com milhares de pessoas acompanhando seu velório.
A proposta de inclusão no livro partiu do senador Marcos Pontes (PL-SP), que destacou que Senna representou o melhor do Brasil no exterior e incorporou valores como dedicação, excelência, disciplina e solidariedade. O projeto foi aprovado pela Comissão de Esporte do Senado e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Livro de Heróis e Heroínas da Pátria foi criado em 1992 e reúne personalidades que contribuíram de forma significativa para a defesa ou construção do Brasil. O registro é composto por páginas de aço e fica em exposição permanente no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Para que um nome seja incluído, é necessária a aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional e a sanção do presidente da República. A lista já gerou controvérsias em ocasiões anteriores, como a inclusão de Leonel Brizola em 2015, figura política de destaque na esquerda brasileira do século XX.
Uma série documental intitulada Investigação Paralela, produzida pela Brasil Paralelo, dedicou sua quarta temporada a analisar as circunstâncias da morte de Senna e as principais teorias que cercam o acidente.
Fonte: Brasil Paralelo Notícias




























