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SAÚDESaiba diferenciar gripe, resfriado e bronquiolite e quando buscar ajuda médica

Com alta de síndromes respiratórias no Acre, Sesacre orienta sobre sintomas e alerta para riscos em crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) divulgou orientações para ajudar a população a distinguir entre gripe, resfriado e bronquiolite, diante do aumento de casos de síndromes respiratórias no estado. As doenças, embora frequentes, podem evoluir de forma grave em crianças menores de 2 anos, idosos e pessoas com comorbidades, exigindo atenção redobrada.

O pediatra Osorio de Moura Aguiar explicou que a bronquiolite é uma infecção viral que inflama os bronquíolos, estruturas pulmonares responsáveis pela passagem de ar. O principal agente causador é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), mas outros vírus, como Influenza e Rinovírus, também podem desencadear a doença. Os grupos de maior risco incluem bebês com menos de 6 meses, prematuros e crianças com cardiopatias congênitas ou doenças pulmonares crônicas. Sintomas como tosse, coriza, chiado no peito, febre e respiração acelerada são comuns, e a dificuldade para mamar é um sinal de alerta.

O resfriado, por sua vez, é uma infecção leve e curta, com coriza, espirros e tosse leve, enquanto a gripe, causada pelo vírus Influenza, surge de forma repentina com febre alta, dores no corpo e cansaço. A bronquiolite afeta principalmente crianças pequenas, começando como um resfriado, mas podendo evoluir para dificuldade respiratória e chiado no peito. No Acre, a circulação do VSR tem elevado o número de internações pediátricas.

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A Sesacre recomenda procurar atendimento médico em caso de dúvidas sobre a evolução dos sintomas ou quando eles forem intensos, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Sinais de alerta como falta de ar, respiração acelerada, afundamento das costelas, lábios arroxeados, sonolência excessiva, recusa alimentar ou febre persistente exigem ida imediata a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou pronto-socorro.

O tratamento da bronquiolite é de suporte, com lavagem nasal, hidratação e controle da febre, sendo que antibióticos não são indicados por ser uma infecção viral. Em casos graves, pode ser necessário oxigênio e internação. O secretário de Saúde, José Bestene, afirmou que a rede estadual está preparada para atender a demanda. A Sesacre orienta manter a vacinação em dia, higienizar as mãos e evitar aglomerações quando houver sintomas respiratórios.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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