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🔧 DESBUROCRATIZAÇÃO

Rio Branco busca agilizar licenciamento ambiental

Vereadora Lucilene Vale propõe medidas para modernizar processos e apoiar pequenos negócios

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Simplificação ambiental em Rio Branco: caminhos e impasses

Durante sessão na Câmara Municipal de Rio Branco, a vereadora Lucilene Vale (PP) relatou visita à Semeia (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), propondo ações para desburocratização do licenciamento ambiental. Entre as sugestões, a unificação da taxa ambiental com outras cobranças de janeiro e a automatização da dispensa de licença via RedeSim, evitando longos trâmites manuais.

📉 Problema: processos ainda analógicos

Atualmente, mesmo dispensas simples — como atividades sem impacto ambiental — exigem tramitação manual, com prazos que podem chegar a 30 dias úteis apenas para certidões de dispensa. Obras e empreendimentos de impacto local seguem rotina presencial de entrega de documentos em diversos locais físicos, demorando meses em processos de análise.

🏛️ Progresso na descentralização

Desde maio de 2025, a prefeitura recebeu autonomia para licenciar atividades de impacto local (comércio, serviços urbanos), até 5 km da área urbana. Imac e Semeia têm 180 dias para transferir processos e, daqui dois anos, revisar responsabilidades. Isso promete clareza e celeridade no atendimento.

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🔄 Automatização e redução de taxas

A proposta da vereadora, alinhada à Lei da Liberdade Econômica Municipal, prevê:

  • Reunião da taxa ambiental com outras cobranças anuais;
  • Dispensa automática no sistema RedeSim, agilizando autorizações.

Essas medidas seguem avanços já observados em outros setores — como licenciamento sanitário pela Redesim.

📊 Número de licenças ano a ano

Dados oficiais indicam que a Semeia emite cerca de 200 licenças/ano para atividades urbanas, uma média modesta diante da demanda. Ao longo da última década, esse número variou entre 150 e 250, sem crescimento significativo — reflexo dos entraves burocráticos.

⚖️ Limites e responsabilidades

Apesar da autonomia concedida, a Semeia não pode licenciar atividades:

  • Fora do perímetro urbano (beyond 5 km);
  • Com impactos intermunicipais, em terra indígena ou unidade de conservação;
  • Que exijam EIA/RIMA — ainda sob competência do Imac ou Ibama.

🛠️ Desafios remanescentes

1 – Capacitação técnica: a equipe municipal precisa de treinamento para análise eficaz;

2 – Integração sistêmica: o RedeSim deve contemplar licenciamento ambiental, hoje manual;

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3 – Integração entre órgãos: o CAR, outorga de água e supressão vegetal seguem separados;

4 – Insegurança jurídica: ausência de prazos claros, e renovação automática de licenças podem travar empreendimentos.

Conclusão

A vereadora Lucilene Vale solicita na agenda de desburocratização, abrindo caminho para transparência, eficiência e apoio aos pequenos negócios. A automatização via RedeSim e a unificação de taxas são passos concretos para superar o licenciamento analógico. Contudo, para gerar efeitos reais, é essencial garantir:

  • Integração total da plataforma;
  • Capacitação técnica permanente;
  • Prazos rígidos e segurança jurídica.

Esse é o caminho para um ambiente de negócios mais livre e responsável, sem abrir mão do respeito ao meio ambiente e aos direitos do cidadão.

📢 Acompanhe o Portal Acre Conservador para análises serenas, foco em liberdade e modernização administrativa: menos burocracia, mais progresso.

 

Com informações de: Câmara Municipal de Rio Branco / Agência de Notícias do Acre

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