O ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo, trouxe à tona uma denúncia que sacode os bastidores do sistema financeiro e da gestão ambiental no Brasil. Em entrevista recente, Rebelo detalhou um suposto esquema de R$ 45 bilhões envolvendo o Banco Master e a exploração de créditos de carbono em áreas de domínio público na Amazônia — terras que pertencem a todos os brasileiros e não a instituições privadas.
O “Milagre” dos Ativos Inflados
Segundo Rebelo, familiares do presidente do Banco Master teriam operado créditos de carbono na região amazônica utilizando áreas que são reservas federais. A manobra consistiria em registrar esses créditos a preços inflados para servir de lastro aos ativos do banco.
“Venderam esses créditos de carbono, é um escândalo de 45 bilhões de reais. Inflaram o preço desses créditos para lastrear os ativos do banco em uma área que não estava registrada e contabilizada, que é uma área do governo”, afirmou o ex-ministro.
A denúncia sugere que o banco ampliou seu patrimônio “no papel” utilizando-se de uma riqueza que não lhe pertence, mas que está sob a guarda do Estado.
Onde está o Ministério do Meio Ambiente?
Um dos pontos mais contundentes da fala de Aldo Rebelo é o questionamento sobre a omissão das autoridades. Se as áreas são públicas, elas estão sob a jurisdição do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do ICMBio.
Ecoa a pergunta de Rebelo: Por que Marina Silva ainda não deu explicações? Onde estão as ONGs que se dizem “guardiãs da floresta”? O silêncio dessas organizações, que costumeiramente atacam o produtor rural e o defensor da propriedade privada, é, no mínimo, suspeito quando o assunto envolve o mercado financeiro e a agenda verde internacional.
A “Agenda das ONGs” e a Soberania Nacional
Para o ex-ministro, esse episódio é o reflexo de uma agenda maior. O objetivo final seria transformar a Amazônia em uma gigantesca reserva de crédito de carbono para ser negociada na Europa, retirando do brasileiro o direito de desenvolver sua própria terra.
- Mercantilização da Soberania: Áreas que deveriam servir ao desenvolvimento nacional são transformadas em “tokens” financeiros para o sistema bancário.
- Intervenção Estrangeira: O interesse europeu no crédito de carbono amazônico dita as regras, enquanto o povo local permanece à margem.
Em defesa do Brasil
O livre mercado deve ser defendido, mas o uso de bens públicos para favorecer castas financeiras em detrimento do cidadão precisa ser repudiado e punido. Defenda-se a propriedade privada legítima, não a apropriação indébita de terras da União para “maquiar” balanços bancários.
É necessário exigir transparência total do governo federal sobre quais áreas foram utilizadas e quem autorizou essa exploração. A Amazônia é do Brasil, não das ONGs e nem de bancos interessados em lucros artificiais sobre o patrimônio do povo.
Redação | Portal Acre Conservador
*Com informações de entrevista de Aldo Rebelo































