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SEM PROCLAMAÇÃO DO RESULTADOPeru processa 100% das atas, mas eleição segue indefinida; rival de Keiko pede recontagem

Keiko Fujimori lidera por 4,5 mil votos, mas resultado depende da análise de atas contestadas pela Justiça Eleitoral.

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A eleição presidencial do Peru ainda não tem um vencedor oficial, mesmo após a autoridade eleitoral informar que todas as atas da segunda rodada foram processadas. A candidata conservadora Keiko Fujimori mantém uma vantagem estreita sobre o esquerdista Roberto Sánchez, mas o desfecho final aguarda a análise de documentos contestados pela Justiça Eleitoral.

De acordo com os dados mais recentes da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Keiko soma 9.043.934 votos, o equivalente a 50,012% dos votos válidos, enquanto Sánchez totaliza 9.039.415 votos, ou 49,988%. A diferença é de aproximadamente 4,5 mil votos em um universo de mais de 18 milhões de votos válidos, tornando a disputa uma das mais apertadas da história recente do país.

A ONPE anunciou que todas as 92.766 atas eleitorais foram processadas e inseridas no sistema de apuração. No entanto, isso não significa que a eleição esteja oficialmente encerrada. Parte dos documentos permanece classificada como “observada” por apresentar inconsistências, impugnações ou pedidos de nulidade. Essas atas foram encaminhadas aos Jurados Eleitorais Especiais (JEE), que decidirão sobre sua validação.

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Segundo a ONPE, mais de 98% das atas já foram efetivamente contabilizadas e incorporadas ao resultado oficial. O restante depende da conclusão dos procedimentos judiciais e administrativos. O processo de revisão pode levar dias ou até semanas, dependendo da complexidade de cada caso.

Em entrevista coletiva na sexta-feira (12), Roberto Sánchez pediu uma revisão detalhada das atas consideradas problemáticas e convidou Keiko Fujimori a apoiar o processo. O candidato afirmou que uma recontagem dos documentos questionados ajudaria a fortalecer a legitimidade do resultado e reduzir eventuais contestações futuras. “Mais importante do que quem vencer é que o processo tenha confiança, transparência e legitimidade”, declarou.

Sánchez destacou que tanto sua campanha quanto a de Keiko apresentaram recursos e questionamentos ao longo da apuração. Ele defende que a recontagem seja feita de forma ampla e com participação de observadores independentes para garantir a lisura do processo.

A principal contestação apresentada pela campanha de Sánchez envolve atas provenientes do exterior, especialmente da Argentina. Representantes da coligação Juntos por el Perú afirmam ter dúvidas sobre a cadeia de custódia de parte desses documentos e questionam alterações em normas internas da ONPE relacionadas à digitalização das atas internacionais.

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Segundo o grupo, na primeira rodada da eleição os documentos do exterior eram obrigatoriamente digitalizados, exigência que teria sido modificada antes do segundo turno. A campanha de Sánchez alega que essa mudança pode ter comprometido a integridade dos votos enviados por peruanos residentes no exterior.

Até o momento, os órgãos eleitorais peruanos não apontaram qualquer evidência de fraude ou irregularidade que comprometa o resultado. A ONPE e o Jurado Nacional de Eleições (JNE) afirmam que todos os procedimentos foram seguidos conforme a legislação eleitoral.

A nova parcial mostra que Keiko ampliou a vantagem em relação aos números divulgados no início da semana. Dois dias atrás, a candidata liderava por apenas algumas centenas de votos após uma virada na reta final da contagem. Com a incorporação de novas atas, a diferença cresceu para cerca de 4,5 mil votos. Mesmo assim, a distância continua extremamente pequena para uma eleição nacional e mantém o país à espera da proclamação oficial do próximo presidente.

Fonte: ND+

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