Menu

⚖️ REAÇÃO!

Novo pede impeachment de Moraes e Dino

Partido denuncia abuso de autoridade, ativismo judicial e aparelhamento político no STF
Impeachment de Moraes e Dino são protocolados, pelo partido Novo, no senado. Foto: Reprodução/Poder 360

publicidade

⚖️ Um gesto de resistência institucional

Nesta semana, o Partido Novo deu um passo que muitos consideram necessário e corajoso: protocolou no Senado Federal dois pedidos formais de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF).

A iniciativa, liderada pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) e pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), denuncia a usurpação de poderes, a politização das decisões judiciais e a violação sistemática da Constituição.

Segundo os autores, o objetivo é restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e conter o avanço do Judiciário sobre as esferas legislativa e executiva.

“Não se trata de perseguição, mas de responsabilidade. O Senado precisa agir”, declarou Van Hattem.

🕵️ Alexandre de Moraes: abuso de autoridade e conflito de funções

O pedido contra o ministro Alexandre de Moraes baseia-se em abusos de autoridade e interferências indevidas em investigações e decisões judiciais.

O documento aponta que Moraes teria utilizado a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, vinculada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para produzir relatórios usados em processos no próprio STF, criando uma situação em que quem investiga, acusa e julga é a mesma pessoa.

Além disso, o texto menciona sua condução dos inquéritos sobre os atos de 8 de janeiro, em que teria determinado prisões, bloqueios e censuras sem deliberação colegiada, em clara violação ao devido processo legal.

O Novo sustenta que essas atitudes configuram extrapolação de competência constitucional e instauram um perigoso precedente autoritário.

Leia Também:  Comissão ouve ministro Mauro Vieira sobre asilo a ex-primeira-dama peruana

🏛️ Flávio Dino: o ministro militante

Já o pedido contra Flávio Dino cita sua atuação como ministro da Justiça do governo Lula, antes de ser indicado ao Supremo.

Segundo o partido, Dino nunca se desvinculou de seu papel político-partidário, e suas declarações públicas em defesa do governo mostram parcialidade incompatível com a função de magistrado.

O documento ainda lembra os episódios de censura a jornalistas e perseguição a opositores durante sua gestão no Ministério da Justiça — em especial o uso político da Polícia Federal e o controle sobre as redes sociais.

Para o Novo, a chegada de Dino ao STF simboliza a consolidação de um Judiciário militante, que age como extensão do poder executivo petista.

📜 O silêncio cúmplice do Senado

Os pedidos agora estão nas mãos do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a quem cabe decidir se dará andamento ou arquivará as solicitações.

Atualmente, mais de 70 pedidos de impeachment de ministros do STF estão parados na Casa — e nenhum teve análise formal.

Parlamentares do Novo afirmam que pretendem pressionar Pacheco a pautar a questão.

“A omissão do Senado contribui para o avanço de um poder sobre os demais”, disse o senador Eduardo Girão.

Esse silêncio institucional alimentou o desequilíbrio entre os Poderes, permitindo que o STF se tornasse árbitro da política e censor da sociedade.

Leia Também:  Coronel Ulysses diz que decisão de Gilmar Mendes de “vergonhosa”

⚠️ Um Judiciário sem freios e o preço da omissão

O caso reacende o debate sobre os limites do ativismo judicial e a necessidade de freios democráticos sobre uma Corte que há anos extrapola seu papel constitucional.

As recentes decisões de Moraes e Dino — de bloqueio de perfis de parlamentares à prisão de opositores políticos sem julgamento justo — configuram, para juristas conservadores, um risco real à separação dos Poderes e à democracia representativa.

Enquanto o Senado se cala, o Judiciário atua sem controle e sem transparência, transformando decisões monocráticas em instrumentos de coerção política.

O país vive, assim, uma ditadura togada legitimada pela omissão parlamentar e sustentada por uma imprensa que prefere o silêncio à liberdade.

🧭 A defesa da liberdade e o papel da direita

A reação do Partido Novo rompe um ciclo de medo e covardia que tem marcado o Congresso Nacional.

Ao denunciar os abusos e exigir apuração, o partido assume um papel que a direita precisa consolidar: o de defensora intransigente do Estado de Direito e das liberdades civis.

O Portal Acre Conservador tem reafirmado que não há democracia sem limites ao poder do Judiciário — e que o país precisa recuperar a independência dos Poderes, condição básica para que a Constituição volte a valer para todos.

Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Danúzio News / Revista Oeste / Poder 360

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade