A circulação de canetas emagrecedoras no Brasil pode estar ocorrendo majoritariamente fora dos canais oficiais. Uma pesquisa conduzida pela Scanntech revela que o consumo desses produtos teve um salto expressivo no início de 2026, com alta de 239% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Esse número considera tanto as transações legais quanto uma estimativa do mercado clandestino, calculada a partir do monitoramento da venda de seringas nas farmácias.
Para chegar a essa conclusão, os analistas estabeleceram um parâmetro histórico vinculado ao uso de insulina. A partir daí, identificaram um volume extra de seringas comercializadas, o que sugere a aplicação de substâncias para emagrecimento de origem não controlada. Enquanto apenas 5,2% dos entrevistados admitem usar medicamentos manipulados, os dados de mercado indicam que a ilegalidade pode abocanhar mais da metade das doses em circulação no território nacional.
A diferença entre o que os consumidores declaram e o que as estatísticas mostram aponta para um mercado paralelo robusto. O fenômeno levanta preocupações sobre a segurança dos usuários, já que esses produtos não passam por fiscalização sanitária adequada. Paralelamente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária intensificou as ações de combate a canetas irregulares, e estudos continuam investigando novos possíveis efeitos adversos desses medicamentos.
Fonte: ContilNet Notícias






























