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ASTRONOMIAMaior eclipse solar total do século 21 ocorrerá em 2027 com mais de 6 minutos de escuridão

Fenômeno será visível em partes da Europa, África e Oriente Médio, com duração recorde de 6 minutos e 22 segundos.

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O maior eclipse solar total do século XXI já tem data definida: 2 de agosto de 2027. A Nasa prevê que o fenômeno deixará o Sol completamente encoberto por até 6 minutos e 22 segundos em algumas localidades, superando qualquer outro eclipse desde o ano 2000.

A faixa de totalidade, onde a Lua bloqueará totalmente a luz solar, terá aproximadamente 258 quilômetros de largura. O trajeto começará no Oceano Atlântico, passará pelo Estreito de Gibraltar e cruzará diversos países até terminar no leste da África. Entre as nações que poderão testemunhar o espetáculo estão Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita e Somália.

O ponto com a maior duração de totalidade será registrado no Egito. A escolha do local não é casual: a combinação de fatores astronômicos favorece uma escuridão mais prolongada naquela região.

A longa duração do eclipse se deve a uma conjunção rara de eventos. No dia do fenômeno, a Lua estará no perigeu — o ponto de sua órbita mais próximo da Terra. Isso faz com que o disco lunar pareça maior no céu, permitindo cobrir totalmente o Sol. Simultaneamente, a Terra estará em uma posição orbital em que o Sol apresenta um tamanho aparente ligeiramente menor que o habitual.

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Essa combinação — Lua maior e Sol aparentemente menor — resulta em um período de totalidade excepcionalmente longo. Enquanto a maioria dos eclipses solares totais dura entre 2 e 4 minutos, o de 2027 poderá ultrapassar 6 minutos em áreas privilegiadas.

O Brasil não estará na faixa de totalidade. Por isso, não será possível observar o eclipse solar total a partir do território brasileiro. Apenas regiões que estiverem dentro do estreito corredor de sombra da Lua poderão ver o fenômeno completo.

Para quem estiver nos países afetados, a observação exige cuidados rigorosos. Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar danos permanentes à visão. Especialistas recomendam o uso de óculos certificados pela norma ISO 12312-2 ou vidros de soldador número 14. Telescópios, câmeras e binóculos também devem estar equipados com filtros solares específicos.

Óculos escuros comuns, chapas de raio X ou outros materiais improvisados não bloqueiam a radiação nociva e não devem ser usados. A única exceção segura é o breve instante da totalidade, quando a luz solar está completamente bloqueada — mas mesmo assim é preciso estar atento para retomar a proteção assim que o Sol reaparecer.

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Durante a totalidade, o céu escurece como se fosse anoitecer, e a coroa solar — a camada externa da atmosfera do Sol — torna-se visível a olho nu. Esse é um dos momentos mais espetaculares da astronomia, mas dura apenas alguns minutos.

O último grande eclipse solar total ocorreu em abril de 2024, quando foi observado no México, Estados Unidos e Canadá. Naquela ocasião, a totalidade durou cerca de quatro minutos. O eclipse de 2027 será significativamente mais longo.

A Nasa e outras agências espaciais já preparam expedições científicas para estudar o fenômeno. A oportunidade de observar a coroa solar por mais de seis minutos permitirá coletar dados valiosos sobre a atividade magnética do Sol e seus efeitos no clima espacial.

A previsão é que o eclipse comece sobre o Atlântico Sul nas primeiras horas da manhã de 2 de agosto de 2027. A sombra lunar cruzará o continente africano durante a manhã local, passando por regiões desérticas e densamente povoadas.

Para quem planeja viajar para acompanhar o fenômeno, a recomendação dos astrônomos é escolher locais com baixa probabilidade de nuvens e com infraestrutura para receber visitantes. O Egito, por ser o ponto de maior duração, deve atrair o maior número de observadores.

Fonte: ND+

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