Há mais de cinquenta anos, a vacinação tem alterado o panorama da saúde pública no Brasil. Com o avanço das campanhas de imunização, enfermidades que antes provocavam milhares de óbitos e deixavam sequelas significativas passaram a ser controladas, eliminadas ou mesmo erradicadas do território nacional. O Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho, convida a sociedade a refletir sobre os benefícios das vacinas e a necessidade de manter a proteção coletiva por meio da atualização da caderneta vacinal.
Criado em 1973, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) tornou-se referência mundial em saúde pública, sendo responsável por conquistas como a erradicação da varíola, a eliminação da poliomielite, da rubéola e do tétano materno e neonatal, além da redução expressiva de casos e mortes por doenças imunopreveníveis. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), todas essas vacinas estão disponíveis durante todo o ano nas unidades de saúde. No Acre, a imunização exerce papel crucial na prevenção de doenças e no fortalecimento da rede de saúde, envolvendo uma ampla logística para armazenamento, distribuição e aplicação dos imunizantes em todos os municípios, inclusive em comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso.
O secretário de Estado de Saúde, José Bestene, destacou que os avanços alcançados demonstram a eficácia da vacinação como estratégia para salvar vidas. “Quando falamos em imunização, falamos de uma das maiores conquistas da saúde pública. As vacinas mudaram a história da humanidade, reduziram internações, evitaram mortes e permitiram que gerações inteiras crescessem protegidas de doenças que antes causavam grande sofrimento às famílias. Neste Dia Nacional da Imunização, reforçamos a importância de manter a vacinação em dia e de confiar na ciência como instrumento de proteção da vida”, disse Bestene.
Em 2026, o Acre enfrenta um aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades. A circulação simultânea de vírus como Influenza A, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e Adenovírus exige atenção redobrada das autoridades sanitárias e reforça a necessidade de medidas preventivas. Segundo Renata Quiles, coordenadora do Programa Nacional de Imunização no Acre, a vacinação é a principal forma de reduzir complicações, internações e óbitos por doenças respiratórias. “Estamos vivendo um período de maior circulação de vírus respiratórios e a vacinação é uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves. Por isso, é fundamental que a população procure as unidades de saúde, verifique sua situação vacinal e mantenha as vacinas recomendadas em dia”, afirmou.
Além da vacina contra a influenza, disponível durante todo o ano, o SUS oferece a vacinação contra o VSR para gestantes, estratégia que protege os bebês durante a gestação e reduz o risco de complicações nos primeiros meses de vida. Outra novidade é a incorporação da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (PCV20) ao calendário, que amplia a proteção contra diferentes sorotipos do pneumococo, responsável por pneumonia, meningite e infecções generalizadas. Renata Quiles ressaltou que as vacinas passam por rigorosos processos de avaliação e monitoramento. “Nosso desafio permanente é ampliar as coberturas vacinais e conscientizar a população sobre a importância de manter a caderneta atualizada em todas as fases da vida”, enfatizou.
Apesar dos avanços, a queda das coberturas vacinais observada em diferentes períodos representa um desafio. A disseminação de informações falsas e a hesitação vacinal exigem investimentos contínuos em conscientização e educação em saúde. Manter altas coberturas é essencial para evitar o retorno de doenças já controladas e garantir a proteção de futuras gerações. No Dia Nacional da Imunização, a data celebra conquistas e reforça o compromisso coletivo com a vacinação.
Fonte: Agência de Notícias do Acre




























