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💰 CALOTERO DO REGIME

Haddad diz preferir “gastar” a “dar calote”

Ministro da Fazenda tenta mostrar responsabilidade fiscal, mas endividamento e rombo orçamentário continuam crescendo
Economia no vermelho: ministro prioriza imagem política em vez de contas públicas. Foto: reprodução/InfoMoney.

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⚖️ Entre o discurso e o déficit

Durante um seminário sobre precatórios realizado em São Paulo nesta quinta-feira (24), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou preferir “ficar com a pecha de ter gastado” a ser chamado de “caloteiro”. A declaração, feita em meio a discussões sobre o impacto fiscal das novas regras de pagamento das dívidas judiciais da União, reflete o dilema de um governo que tenta parecer responsável fiscalmente enquanto amplia despesas e reduz metas de equilíbrio.

“Só com dolo ou fraude é possível suspender um precatório expedido”, declarou Haddad, criticando gestões que adiam pagamentos judiciais.

📑 O que está em jogo

A fala ocorre após a promulgação da emenda constitucional que altera o regime de precatórios, prevendo um gasto adicional de R$ 12 bilhões em 2026. Embora apresentada como medida de “organização fiscal”, a nova regra abre brechas para o adiamento indireto do pagamento de dívidas judiciais, o que, segundo juristas, enfraquece a segurança jurídica e coloca em risco o direito de credores que venceram ações contra o Estado.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) já ingressou com ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, apontando que a medida “institucionaliza o calote público disfarçado de ajuste fiscal”.

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💸 O paradoxo da “responsabilidade fiscal”

Ao afirmar que “prefere gastar a dar calote”, Haddad tenta reforçar a imagem de um governo que honra compromissos. Entretanto, a realidade orçamentária mostra o contrário:

  • O déficit primário federal cresce mesmo após cortes de investimento;
  • O marco fiscal sofre sucessivas flexibilizações;
  • E o governo mantém programas de expansão de gasto público sem contrapartida em produtividade ou redução de desperdício.

Para economistas liberais e conservadores, o discurso de Haddad é mais retórico que técnico. “Não há responsabilidade fiscal quando se amplia despesa sem corte de custeio e sem eficiência administrativa. Isso não é gestão — é populismo contábil”, avalia o economista Cláudio Melo.

🏛️ Um governo refém da própria estrutura

Desde o início do mandato, o governo Lula tem equilibrado promessas sociais com pressões de grupos partidários e sindicatos. O Ministério da Fazenda tenta conter o avanço da dívida, mas o intervencionismo econômico e a expansão da máquina pública — marca histórica do PT — continuam sufocando o espaço fiscal.

Analistas apontam que Haddad tenta preservar credibilidade internacional, especialmente diante de agências de risco e investidores estrangeiros, mas sem autonomia técnica dentro de um governo que trata o gasto público como instrumento político.

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📉 Credibilidade em xeque

A fala do ministro ocorre no momento em que o governo enfrenta desconfiança do mercado, com incertezas sobre a capacidade de cumprir as metas fiscais de 2025 e 2026. O cenário de endividamento crescente e queda na arrecadação desafia o equilíbrio prometido pelo novo arcabouço.

Enquanto Haddad tenta se distanciar da pecha de “caloteiro”, a realidade fiscal aponta para o aumento da dívida, da carga tributária e da dependência de crédito público, agravando a fragilidade das contas nacionais.

🧭 A verdadeira responsabilidade fiscal não está em gastar mais, mas em reduzir o Estado, enxugar a máquina e cumprir a Constituição, respeitando o direito de quem venceu ações judiciais e pagando o que é devido sem criar novos rombos.

O país precisa de política econômica pautada na eficiência, não em discurso ideológico. Gastar com responsabilidade não é virtude, é dever. Mas gastar sem resultados, apenas para manter aparências, é o verdadeiro calote moral.

Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Danúzio News / Metrópoles / InfoMoney.

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