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INFRAESTRUTURAGoverno quer substituir 700 pontes de madeira em rodovias federais por concreto para acelerar escoamento

Cerca de 700 pontes de madeira em rodovias federais serão trocadas por concreto ou estruturas semipermanentes para reduzir gargalos logísticos e evitar interdições.

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O governo brasileiro prepara uma ofensiva para retirar cerca de 700 pontes de madeira ainda existentes em rodovias federais e substituir as estruturas por travessias de concreto ou modelos semipermanentes de maior durabilidade.

A iniciativa, coordenada pelo Ministério dos Transportes e pelo DNIT, busca reduzir gargalos logísticos, evitar interdições e melhorar o fluxo de cargas em corredores estratégicos do país.

Pela Portaria nº 305, a medida ganhou prioridade diante do desgaste acelerado de estruturas antigas, sobretudo em regiões de forte circulação de caminhões e rotas ligadas ao agronegócio.

Em muitos trechos, pontes de madeira seguem operando sob restrições de peso, velocidade e tráfego simultâneo, cenário que amplia o risco de acidentes e encarece o transporte de mercadorias.

O plano faz parte de um programa nacional de modernização da infraestrutura rodoviária federal. A proposta prevê a eliminação gradual das travessias consideradas vulneráveis, com foco inicial em estruturas localizadas no Norte e em áreas sujeitas a chuvas intensas, erosão e eventos climáticos extremos.

Além da substituição física das pontes, o governo pretende reformular a gestão da manutenção rodoviária. O DNIT recebeu a missão de atualizar, em até 12 meses, o cadastro completo das pontes de madeira sob responsabilidade federal, definindo critérios técnicos de prioridade com base no fluxo diário de veículos, importância econômica da rota e risco estrutural.

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A estratégia inclui modelos padronizados de engenharia para acelerar licitações e reduzir custos operacionais. A ideia é repetir projetos modulares em diferentes regiões do país, permitindo que as obras avancem em escala mais rápida e com menor tempo de execução.

O governo também pretende ampliar o uso de tecnologia no monitoramento das estruturas. Sensores, sistemas digitais de inspeção e ferramentas de gestão em tempo real devem integrar os novos contratos de manutenção para antecipar falhas e evitar colapsos inesperados em pontos críticos da malha federal.

A preocupação vai além da segurança viária. O Ministério dos Transportes avalia que as pontes antigas se tornaram um obstáculo direto à competitividade logística brasileira, principalmente no transporte de grãos, combustíveis e cargas industriais. Interdições frequentes aumentam o tempo de viagem, elevam custos de frete e pressionam cadeias produtivas dependentes das rodovias.

Pelos cálculos discutidos na estruturação do programa, o custo para substituir todas as pontes de madeira seria equivalente a quatro anos de manutenção corretiva das estruturas atuais. A avaliação técnica do governo é que a troca definitiva pode reduzir despesas futuras e ampliar a previsibilidade operacional da malha rodoviária.

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A expectativa é iniciar um projeto piloto com dezenas de pontes antes da expansão nacional do programa. O objetivo é testar metodologias construtivas, padronizar contratos e acelerar a implantação das novas estruturas nos principais corredores logísticos do país.

Estruturas antigas apresentam desgaste acelerado em rotas estratégicas para o escoamento do agronegócio. Motoristas enfrentam restrições de peso e velocidade ao cruzar trechos que ainda não receberam pavimentação definitiva. O governo federal mapeia travessias vulneráveis para priorizar obras em áreas com maior risco de colapso estrutural. Modelos padronizados de engenharia devem ser aplicados para reduzir o tempo de execução das novas pontes de concreto. Novos contratos de manutenção preveem o uso de sensores para monitorar em tempo real a segurança das rodovias.

Fonte: NSC Total

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