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DIPLOMACIA ZEROGoverno americano reage após Lula provocar secretário de Estado

Casa Branca defende integridade eleitoral após fala de Lula sobre Marco Rubio em convenção partidária.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirigiu críticas diretas ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante a Convenção Nacional do PDT, realizada nesta semana. Em seu discurso, Lula afirmou que Rubio poderia apoiar abertamente adversários políticos no Brasil, mas que seria derrotado em nome da defesa da democracia.

A declaração ocorreu no mesmo evento em que o PDT aprovou, por unanimidade, o apoio à pré-candidatura de Lula à reeleição. A legenda consolidou o respaldo ao petista, reforçando a aliança para o pleito presidencial.

Na quinta-feira (23), o governo dos Estados Unidos respondeu às declarações. Um porta-voz do Departamento de Estado, ouvido pelo g1, afirmou que Washington tem interesse histórico na liberdade de expressão e na integridade de processos democráticos ao redor do mundo, incluindo o Brasil.

Em seu pronunciamento, Lula também criticou brasileiros que buscam respaldo de autoridades americanas para aplicar sanções contra o próprio país. Segundo ele, o Brasil aceitará observadores internacionais nas eleições, mas não tolerará interferência estrangeira no processo eleitoral.

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O presidente intensificou o tom político ao afirmar que a disputa eleitoral que se aproxima não pode ser perdida. Ele mencionou a necessidade de evitar que o negacionismo e o fascismo retornem ao governo do país.

As falas ocorrem cerca de um mês após o senador Flávio Bolsonaro apresentar uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal contra Lula. A ação foi motivada por uma declaração anterior do presidente, na qual ele disse que antigamente traidor era enforcado, interpretada como ameaça e incitação ao crime.

O episódio se insere em um contexto de tensão crescente entre Brasil e Estados Unidos, agravado recentemente por novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros. Rubio já havia criticado a postura do governo brasileiro nas negociações comerciais, acusando-o de má fé.

Fonte: Brasil Paralelo Notícias

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