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palavra dita, flecha atirada...Fala de Lula em defesa de Moraes retorna como problema eleitoral após reportagem do NYT

Declaração de Lula ao New York Times em 2025 chamando Moraes de “pessoa séria” volta ao centro da campanha após crise do Banco Master.

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Uma declaração dada por Luiz Inácio Lula da Silva ao jornal americano The New York Times em 2025 voltou ao centro do debate eleitoral brasileiro após a publicação, nesta quinta-feira (24), de uma reportagem que destaca a crise envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Na entrevista do ano passado, Lula afirmou: “Posso garantir que Alexandre de Moraes é uma pessoa séria” e acrescentou ter plena confiança no Judiciário para fazer seu trabalho. A fala ocorreu quando Moraes enfrentava críticas e sanções do governo de Donald Trump.

Agora, o cenário é diferente. O New York Times afirma que as suspeitas envolvendo Moraes e o ex-controlador do Banco Master mergulharam o STF em uma crise e passaram a interferir diretamente na disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro. A investigação da Polícia Federal identificou contatos atribuídos a Vorcaro com Moraes e destacou o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes. Até o momento, porém, não há comprovação de que pedidos feitos pelo banqueiro tenham sido atendidos pelo ministro. Moraes nega irregularidades.

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Politicamente, a recuperação da antiga declaração cria uma dificuldade para Lula. O presidente tenta atualmente se afastar da crise do Supremo e passou a defender investigações “doa a quem doer”, enquanto Flávio Bolsonaro procura associá-lo diretamente a Moraes. A oposição ganha, portanto, uma frase objetiva do próprio Lula para explorar essa associação.

Para a campanha petista, o desafio será sustentar que a defesa institucional feita em 2025 não significa apoio automático às condutas hoje questionadas. O próprio New York Times avalia que o caso passou a reconfigurar uma eleição já apertada, ao fortalecer o discurso da direita contra o STF e colocar Lula diante das consequências políticas de uma crise institucional ocorrida durante seu governo.

A frase que no ano passado servia para defender a independência do Judiciário agora retorna em contexto completamente diferente. E, a poucos dias da eleição, pode se transformar em mais uma peça da disputa pela narrativa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Fonte: Redação

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