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Estratégias de empregabilidade de reeducandos e egressos são discutidas pela Justiça acreana

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Entre os pontos discutidos estiveram a necessidade de assegurar remuneração justa, ambientes seguros e condições dignas de trabalho

Representantes do sistema de Justiça, órgãos de execução penal e setor produtivo participaram, nesta sexta-feira, 22, de uma reunião de trabalho voltada à construção de estratégias de empregabilidade para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional, em consonância com as diretrizes do Plano Estadual Pena Justa. A iniciativa busca fortalecer as políticas de reintegração social e consolidar frentes de trabalho destinadas ao público assistido, por meio da atuação integrada das instituições que compõem a rede de execução penal.

Durante o encontro, foram debatidas medidas para promoção do trabalho decente no sistema prisional, com base nas diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre os pontos discutidos estiveram a necessidade de assegurar remuneração justa, ambientes seguros e condições dignas de trabalho, além da integração social dos apenados como instrumento de ressocialização e retorno positivo à sociedade.

O coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), juiz Robson Aleixo, apresentou a dinâmica de trabalho do grupo e o Plano Estadual Pena Justa, medida estruturante voltada ao enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) no sistema carcerário acreano.

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Participaram da reunião representantes do Conselho Nacional de Justiça,  Instituto de Administração Penitenciária do Acre, equipe do GMF/AC, Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT-14), Presidência da Comunidade e Federação das Indústrias do Estado do Acre.

Os participantes também abordaram desafios legais e estruturais que ainda dificultam o avanço das iniciativas, como a ausência de respaldo jurídico mais claro para a liberação de apenados ao trabalho externo, a carência de espaços físicos adequados e a falta de reconhecimento do trabalho prisional em alguns contextos. Nesse sentido, foi destacada a importância de uma legislação mais flexível para ampliar oportunidades de inserção laboral e facilitar a progressão de regime.

Experiências exitosas desenvolvidas em outros estados e projetos-piloto implantados em áreas como o setor cerâmico também foram apresentados como referências. O debate enfatizou a necessidade de ampliação de parcerias público-privadas, captação de financiamento externo e utilização de recursos oriundos de penas pecuniárias para viabilizar a construção de galpões industriais e a oferta de cursos de qualificação profissional.

Outro ponto ressaltado foi a importância da adoção de critérios rigorosos de segurança, saúde ocupacional e seleção das empresas participantes, garantindo segurança jurídica e operacional para todos os envolvidos. Os participantes reforçaram ainda que a restrição de liberdade não deve significar a supressão de outros direitos fundamentais dos apenados, especialmente no que se refere às condições dignas de trabalho.

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Ao final, ficou definido o encaminhamento para análise de termos de cooperação e o agendamento de novas reuniões, visando fortalecer a articulação entre instituições públicas e privadas para assegurar sustentabilidade e efetividade às ações propostas.

Fotos: Elisson Nogueira/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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