Integrantes do governo Lula estão em alerta máximo para evitar que a paralisação dos caminhoneiros se concretize, em meio ao impasse sobre a votação da Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete, no Senado Federal.
Na noite de domingo (12/7), a Advocacia-Geral da União (AGU) foi notificada sobre a possibilidade de a categoria cruzar os braços. A mobilização faz parte da estratégia do Palácio do Planalto para monitorar os desdobramentos do movimento, especialmente se o protesto ganhar força nesta terça-feira (13/7).
Os ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e da Casa Civil, Miriam Belchior, também foram informados sobre a ameaça. A gestão petista acredita que ainda há margem para um acordo ao longo desta segunda-feira (12/7), o que viabilizaria a votação da proposta.
A MP altera as regras do piso mínimo do frete e incorpora outras reivindicações da categoria. O texto estabelece o reforço nos mecanismos de fiscalização do frete e cria um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do transporte de cargas.
O governo também propôs modificar os critérios de cálculo dos pisos mínimos do frete, considerando custos operacionais como combustível, manutenção e seguros. A MP foi editada em março, em meio a ameaças anteriores de greve dos caminhoneiros.
Na Câmara, a proposta foi aprovada em 17 de junho, com um dispositivo que perdoa multas aplicadas a caminhoneiros e transportadoras pelos bloqueios de rodovias após a vitória de Lula em 2022. Esse trecho, considerado um ‘jabuti’, gerou controvérsia.
O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, anunciou na noite de domingo a paralisação nos portos a partir da meia-noite de segunda-feira. Ele pressionou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a MP seja votada.
“Terça-feira a gente tem uma sinalização de que vai colocar para votar, mas a orientação é que você, caminhoneiro, não saia para viajar a partir da 0h, para que a gente possa acompanhar até terça-feira e ver se, de fato, a MP vai entrar na pauta. Não vamos aceitar que ela caduque. Davi Alcolumbre, você foi avisado. Agora você segura, meu irmão”, afirmou Chorão.
Fonte: Metrópoles



























