O setor público consolidado brasileiro fechou maio com déficit primário de R$ 56,1 bilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (30). O resultado representa um aumento em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o rombo foi de R$ 33,7 bilhões.
O déficit primário mede a diferença entre receitas e despesas, excluindo os gastos com juros da dívida pública. Em maio, o governo central contribuiu com R$ 55,2 bilhões negativos, enquanto os governos estaduais e municipais acumularam R$ 1,2 bilhão de déficit. As empresas estatais, por outro lado, registraram superávit de R$ 300 milhões.
A dívida bruta do governo geral (DBGG) subiu para 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 10,6 trilhões, um avanço de 0,9 ponto percentual em relação a abril. Esse indicador abrange as obrigações do INSS e das esferas federal, estadual e municipal.
Segundo o BC, o crescimento da dívida bruta foi influenciado pelos juros nominais apropriados, pela emissão líquida de novos títulos, pela valorização cambial e pela variação do PIB nominal. A dívida líquida do setor público (DLSP) também aumentou, atingindo 67,9% do PIB (R$ 8,6 trilhões), com alta de 0,7 ponto percentual no mês.
No acumulado de 12 meses encerrados em maio, o déficit primário do setor público consolidado alcançou R$ 149 bilhões, ou 1,14% do PIB, 0,16 ponto percentual acima do registrado até abril. Os dados foram extraídos do Boletim de Estatísticas Fiscais, divulgado pelo Banco Central.
Na véspera, o Tesouro Nacional havia informado que o governo central — que reúne Tesouro, BC e Previdência — apresentou déficit primário de R$ 53 bilhões em maio. A divulgação do BC consolida as contas de todas as esferas do setor público.
Fonte: Metrópoles






























