A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, formalizou pedidos junto ao Ministério da Justiça e à Corregedoria da Polícia Federal para que seja investigada a divulgação não autorizada de dados confidenciais vinculados ao inquérito da Farra do INSS, que apura possíveis irregularidades envolvendo o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As duas petições, entregues no último domingo (2), argumentam que informações obtidas por meio de quebra de sigilo telemático de pessoas investigadas no processo foram indevidamente expostas e passaram a circular fora do âmbito oficial da investigação. Segundo os advogados, esses dados deveriam permanecer sob sigilo, mas acabaram sendo usados de forma irregular.
O material cita uma reportagem do colunista Thomas Traumann, do jornal O Globo, que trouxe à tona a suposta intenção da campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência e adversário direto de Lula, de divulgar áudios de conversas entre Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do petista. A defesa de Lulinha considera que isso evidencia o caráter político dos vazamentos.
No documento encaminhado ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, os advogados solicitam que a pasta exerça sua função de supervisão sobre a Polícia Federal. Eles argumentam que a situação aponta para uma possível falha institucional na guarda de provas sigilosas, o que demandaria a adoção de providências para apurar os fatos.
Já na representação dirigida à Corregedoria da PF, a defesa pede a abertura de um processo administrativo disciplinar com o objetivo de identificar os responsáveis pelo acesso, extração, cópia ou compartilhamento indevido dos dados. Além disso, sugere a preservação dos registros de acesso aos arquivos e a identificação dos agentes que tiveram contato com o material, para que, após a apuração, sejam realizadas buscas e apreensões com o intuito de coletar provas.
As medidas foram tomadas depois que os advogados de Roberta Luchsinger também apresentaram pedidos semelhantes às autoridades, solicitando a investigação da origem dos vazamentos e a eventual responsabilização dos envolvidos. A ação conjunta reforça a preocupação com a integridade das informações sob custódia do Estado.
O caso segue agora para análise das instâncias competentes, que deverão decidir sobre a abertura de procedimentos internos para esclarecer como os dados sigilosos chegaram a terceiros. A expectativa é de que as investigações avancem rapidamente para evitar novas ocorrências e garantir a proteção do devido processo legal.
Fonte: Metrópoles




























