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INVESTIGAÇÃO

CPMI do INSS mira “Careca” e amplia devassa no Congresso

Comissão rastreará visitas, investigará entidades e cobra explicações sobre sigilo em fraudes bilionárias

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS avançou nesta quinta-feira (4.set.2025) em uma série de medidas para aprofundar as investigações sobre fraudes que há anos atingem aposentados e pensionistas em todo o Brasil. O alvo principal é Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, acusado de articular esquemas fraudulentos que drenaram milhões de reais da Previdência.

Por decisão da comissão, serão rastreadas todas as visitas de Antunes ao Congresso Nacional, com registros do Senado desde 2011 e da Câmara a partir de 2015. Além disso, a comissão terá acesso às imagens das câmeras de segurança do Senado.

A Polícia Federal também foi acionada para fornecer dados sobre viagens internacionais e veículos apreendidos em nome de Antunes. Outros nove investigados — ligados à Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB) e à AAPPS Universo — também terão seus acessos ao Parlamento examinados. Ambas as entidades já respondem a processos na Controladoria-Geral da União (CGU).

Quebra de sigilo e críticas no Senado ⚖️

Um dos autores dos requerimentos, o senador Izalci Lucas (PL-DF), criticou duramente o sigilo que teria sido imposto aos registros de entrada de Antunes no Senado.

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“É inaceitável que esses dados tenham sido ocultados. Estamos tratando de um esquema que se aproveitou de aposentados humildes, sugando recursos públicos e fragilizando ainda mais quem depende do INSS para sobreviver”, declarou.

A CPMI determinou que a Casa Legislativa deverá explicar os motivos do sigilo.

Esquemas na mira 🚨

Ao todo, foram 56 requerimentos aprovados. Entre eles, estão:

Empréstimos indevidos em nome de aposentados e pensionistas, com descontos sem autorização, sob pretexto de crédito consignado (REQ 1.255/2025);

Desbloqueio fraudulento de 70 mil benefícios, feito por servidor do INSS, para contratação de empréstimos sem o consentimento dos segurados (REQ 1.294/2025).

Entidades investigadas 📑

A CPMI também busca apurar irregularidades em organizações que se apresentam como defensoras de aposentados, mas que podem ter servido de fachada para desvios:

  • Associação Mutualista de Benefícios Coletivos (Ambec), com informações a serem prestadas pela CGU;
  • Sindnapi, ligado à Força Sindical, com dados sobre representantes e contas bancárias;
  • Contag, representativa de trabalhadores rurais, cujas ligações financeiras também serão investigadas.
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A CGU, a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF) terão de fornecer informações detalhadas sobre as fraudes e os nomes dos envolvidos.

Conservadores cobram rigor 🧭

Parlamentares de oposição afirmam que o escândalo expõe a utilização de sindicatos e associações como instrumentos de enriquecimento ilícito e de manutenção de poder político. Para eles, a CPMI representa a chance de resgatar a dignidade dos aposentados, que durante anos foram vítimas de descontos ilegais e empréstimos forjados.

A defesa de um Estado mais enxuto e transparente, livre do aparelhamento sindical, voltou a ser destaque nos discursos de parlamentares conservadores durante a sessão.

Presidência e próximos passos

A comissão é presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que garantiu empenho na investigação:

“Estamos diante de um dos maiores escândalos contra aposentados e pensionistas da história. Não vamos descansar até responsabilizar todos os envolvidos”, afirmou.

Nas próximas sessões, serão analisados documentos enviados pela Polícia Federal e pela CGU, além da convocação de novos depoentes.

 

Reportagem | Portal Acre Conservador
* Com informações da Agência Senado

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