A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (30) que a bandeira tarifária vermelha patamar 1 será aplicada nas contas de luz em junho, elevando os custos para os consumidores em R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
A medida ocorre em meio à redução do volume de chuvas e à queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, que abrigam cerca de 70% da capacidade de armazenamento hídrico do país. Com a menor geração de energia hídrica, o governo precisará acionar usinas termelétricas, cujo custo de produção é significativamente mais alto.
Segundo a Aneel, o cenário climático vem se deteriorando desde fevereiro, com chuvas abaixo da média histórica. Projeções apontam que os níveis de armazenamento dos reservatórios devem cair de 69% em abril para cerca de 55% até outubro, o que pressiona os custos e a oferta de energia.

A bandeira vermelha patamar 1 substitui a bandeira amarela de maio, que já previa uma cobrança extra de R$ 1,88 a cada 100 kWh. Antes disso, o país vinha operando com bandeira verde, sem tarifas adicionais, devido às condições favoráveis de geração energética.
O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, tem como objetivo refletir na conta de luz os custos reais de geração de energia. Em momentos de escassez hídrica, o acionamento das bandeiras serve também como alerta para o uso consciente de energia elétrica.
A Aneel reforça que o uso eficiente de energia pode ajudar a mitigar os impactos financeiros para os consumidores e também colaborar com a sustentabilidade do sistema elétrico nacional.
Fonte: Jovem Pan




























