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Aluguel sobe e pesa no bolso do acreano

Famílias de Rio Branco comprometem até 40% da renda com moradia
Reprodução

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Alta dos aluguéis afeta famílias e empreendedores no Acre

O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), da Fundação Getúlio Vargas, apontou alta de 1,02% nos aluguéis em junho em nível nacional. No acumulado de 12 meses, o reajuste chega a 5,54%. Em meio a esse cenário, o impacto para a população do Acre, especialmente em Rio Branco, tem sido sentido de forma mais intensa, afetando o orçamento das famílias e também a sobrevivência de micro e pequenos empreendedores que alugam imóveis comerciais.

Em Rio Branco, o aluguel de uma casa ou apartamento popular de dois quartos varia entre R$ 850 e R$ 1.100, dependendo da região. Considerando que a renda média das famílias acreanas gira em torno de R$ 2.500 a R$ 2.800, até 40% da renda mensal pode estar sendo destinada apenas à moradia — um percentual preocupante, especialmente em tempos de desaceleração econômica e desemprego crescente.

De acordo com corretores ouvidos pelo Portal Acre Conservador, os bairros mais atingidos pelos reajustes são os de classe média e popular, como Calafate, São Francisco e Mocinha Magalhães, onde os proprietários vêm corrigindo valores com base em índices como o IGP-M e o IVAR, mas também por pressão da demanda reprimida por moradia mais acessível.

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Comércio local também sente a alta

A situação se repete nos aluguéis comerciais, com destaque para salas em regiões como o centro da cidade, Estação Experimental, e Via Verde Shopping. Uma sala de 30 a 40 m², que antes custava R$ 1.200, agora pode ultrapassar os R$ 1.600 mensais, o que representa um reajuste de até 33% em dois anos. Para pequenos empreendedores e profissionais autônomos, manter um ponto comercial tem se tornado um desafio cada vez maior.

Intervenção mínima do Estado e livre mercado

Para especialistas alinhados a princípios liberais, a solução não está na intervenção estatal, mas sim em fomentar a construção civil, desburocratizar o mercado imobiliário e facilitar o financiamento de habitações populares. A política de valorização da moradia e respeito à livre iniciativa passa por reduzir a carga tributária sobre construção e locação, bem como garantir segurança jurídica para os contratos.

Em vez de congelamentos ou controles artificiais de preços, medidas que já se mostraram ineficientes em diversas partes do mundo, o que se espera são ações estruturais, como revisão de zonas urbanas, redução da burocracia para construção e regularização de imóveis, e estímulo ao investimento privado em moradia acessível.

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