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INVESTIGAÇÃOCiro Nogueira recebeu R$ 4,1 milhões de empresa após depósitos em espécie, aponta PF

Relatório aponta que funcionário fez 265 depósitos em dinheiro vivo na CN Motos, que repassou valores ao senador.

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O senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu R$ 4,1 milhões provenientes da empresa CN Motos, da qual é sócio, após uma série de depósitos em espécie realizados por um funcionário. A informação consta em relatório da Polícia Federal, que teve como base alertas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os investigadores suspeitam que os depósitos foram fracionados para ocultar a origem do dinheiro.

De acordo com o documento, a CN Motos e suas filiais registraram depósitos em dinheiro vivo, frequentemente em valores fracionados. Essa prática é comum para evitar acionar os mecanismos de controle bancário que detectam movimentações atípicas.

“Posteriormente, esses valores são redistribuídos ao próprio Senador sob a forma de transferências empresariais, mascarando, em tese, a real natureza do ingresso patrimonial”, afirma a Polícia Federal no relatório.

Entre julho de 2016 e outubro de 2024, o funcionário Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, registrado na CN Motos como despachante desde 2012, realizou 265 depósitos em espécie na conta matriz da empresa. O montante total desses depósitos chega a R$ 3,5 milhões.

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Somente entre agosto de 2023 e julho de 2024, foram depositados R$ 1,7 milhão em dinheiro na conta da CN Motos. No mesmo período, o senador recebeu R$ 1,8 milhão oriundos da empresa.

No intervalo analisado de 2020 a 2024, o relatório indica que Ciro Nogueira recebeu R$ 4,1 milhões em transferências da CN Motos. Os investigadores destacam a atuação do funcionário, responsável pela maioria dos depósitos fracionados, coincidindo com as transferências ao senador.

A Polícia Federal suspeita que a empresa funcionava como um canal para recebimento de vantagens ilícitas do Banco Master. “Mostra-se plausível inferir que a CN Motos vem sendo utilizada como instrumento para o ingresso de valores em espécie e posterior transferência ao senador”, concluem os investigadores.

Fonte: O GLOBO

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