Um documento médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal revela que Jair Bolsonaro enfrentou uma crise prolongada de soluços que durou aproximadamente 36 horas consecutivas ao longo desta semana. Para conter o quadro, a equipe responsável pelo ex-presidente precisou ampliar temporariamente as doses dos fármacos que ele já utilizava.
Segundo o relatório, obtido pelo portal g1, Bolsonaro, de 71 anos, atualmente cumpre prisão domiciliar. Nas semanas anteriores, seu estado de saúde vinha se mantendo equilibrado, mas nos últimos três dias houve uma piora com a volta de soluços frequentes e intensos.
O texto do documento descreve que o paciente apresentou estabilidade nas semanas anteriores, porém, há três dias, registrou uma recorrência de soluço (singulto) forte e prolongado, de maneira contínua, com duração aproximada de 36 horas.
A alteração na medicação foi considerada bem-sucedida, pois a crise foi debelada. O boletim, no entanto, aponta que Bolsonaro ainda exibe efeitos adversos dos remédios de ação central, como sonolência e instabilidade crônica do equilíbrio.
O ex-presidente permanece sob cuidados médicos em casa, seguindo uma programação de recuperação que inclui dieta controlada, sessões de fisioterapia, atividades físicas e precauções para evitar quedas e episódios de refluxo.
A única modificação no tratamento foi o aumento temporário da medicação direcionada ao soluço. Os demais remédios de uso contínuo foram mantidos sem alterações.
O relatório ainda informa que, no momento, o quadro clínico é estável nos aspectos respiratório e cardiológico.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde o fim de março, ele cumpre pena em regime domiciliar em sua casa no Jardim Botânico, em Brasília. A decisão judicial levou em conta os problemas de saúde do ex-presidente.
O processo que resultou na condenação teve origem nos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, após meses de pedidos de intervenção militar. A Procuradoria-Geral da República informou que 284 pessoas já foram condenadas pelo STF por esses atos.
Em 9 de janeiro de 2023, o ministro Alexandre de Moraes determinou a desocupação dos acampamentos golpistas instalados em quartéis. Na ocasião, Bolsonaro estava nos Estados Unidos, país de onde só retornou em março.
A investigação da Polícia Federal sobre a atuação de Bolsonaro na tentativa de golpe ganhou força depois que ele próprio declarou, em maio, ter enviado R$ 2 milhões para o filho Eduardo Bolsonaro permanecer nos Estados Unidos.
Em julho de 2025, Moraes impôs medidas cautelares a Bolsonaro por indícios de obstrução no processo em que ele era réu. Entre elas, estava a proibição de acessar redes sociais e de se comunicar com o filho Eduardo, que estava nos EUA.
Em 11 de setembro de 2025, o STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A prisão domiciliar foi autorizada em março de 2026, considerando seu estado de saúde.
Fonte: NSC Total



























