O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda durante a madrugada desta terça-feira (6) na cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. De acordo com relatos da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o líder conservador teve uma crise enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel. O episódio reacendeu o debate sobre as condições desumanas de sua custódia e a falta de assistência imediata.
Atendimento tardio e diagnóstico
Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais para denunciar que o socorro só ocorreu horas depois do acidente. Como o quarto permanece trancado, os agentes só perceberam a situação quando foram chamá-lo para a visita matinal, por volta das 9h.
O cirurgião Cláudio Birolini, médico particular do ex-presidente, confirmou que Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve. Embora o estado seja estável, o ex-presidente apresenta confusão sobre o tempo em que ficou desacordado e deve ser transferido para o hospital DF Star para exames neurológicos complementares.
O “Carrasco” do Judiciário
A defesa de Bolsonaro havia protocolado, há apenas cinco dias (1º de janeiro), um novo pedido de prisão domiciliar humanitária, citando a fragilidade clínica do ex-presidente após cirurgias recentes e crises severas de apneia do sono. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes negou o pleito, alegando que houve “melhora clínica significativa”.
Para juristas e apoiadores, a decisão de Moraes é vista como uma punição política que ignora direitos fundamentais. A manutenção de um ex-chefe de Estado de 70 anos em uma sala isolada, sem monitoramento de saúde constante, é classificada por lideranças conservadoras como uma “atitude desumana” que visa o extermínio físico e moral do maior líder da oposição.
Autoritarismo
O que estamos presenciando não é a execução de uma pena, mas um processo de tortura institucionalizada. Negar a prisão domiciliar a um paciente em risco de morte por asfixia e traumas é assinar embaixo de um autoritarismo que o Brasil não via há décadas.
Redação | Acre Conservador
* Com informações de Brasil Paralelo
Foto: reprodução


























