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COLÍRIOS BARRADOSAnvisa suspende importação de colírios após falhas em fábrica na França

Agência proíbe entrada de produtos da Excelvision e suspende lotes em circulação por riscos de contaminação.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira (17) a suspensão da importação de todos os medicamentos fabricados pela empresa francesa Excelvision, especializada em colírios e géis oftálmicos que abastecem diversas marcas globais. A medida, de caráter preventivo, visa impedir que novos lotes entrem no mercado brasileiro.

Além da proibição geral de importação, a Anvisa também vetou a entrada do medicamento Zonidra – 20 MG/ML X 5 ML, produzido pela Excelvision. Embora esse produto tenha registro no país, nunca foi comercializado por aqui.

A orientação da agência aos consumidores é clara: não utilizar nenhum item fabricado pela empresa. É recomendado verificar o rótulo para identificar o local de produção e entrar em contato com o fabricante para esclarecimentos.

A decisão foi baseada em uma inspeção realizada pela Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos da França (ANSM) entre os dias 3 e 5 de junho na fábrica da Excelvision, localizada em Annonay, França. A fiscalização constatou falhas graves no cumprimento das boas práticas de fabricação.

De acordo com o relatório, a empresa não demonstrou capacidade consistente para assegurar a esterilidade dos produtos. Isso é especialmente crítico para colírios e géis oftálmicos, que são aplicados diretamente nos olhos e, se contaminados, podem provocar infecções e outros problemas oculares.

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Em consequência, a ANSM emitiu um alerta sanitário internacional. A Anvisa, acompanhando a medida, suspendeu todos os lotes dos colírios Hyabak e Thealiz Duo fabricados na unidade francesa a partir de 5 de junho de 2026.

A agência reforça que os consumidores que possuem esses produtos devem interromper o uso imediatamente e buscar orientação médica ou farmacêutica. A medida permanece vigente até que a empresa regularize sua situação junto aos órgãos reguladores.

Fonte: NSC Total

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