O candidato ao Governo do Acre, Alan Rick (Republicanos), afirmou que os problemas na saúde pública não são apenas financeiros. Durante sabatina promovida pelo portal ac24horas, na noite desta terça-feira, 25, ele defendeu que a falta de gestão é o principal entrave para a melhoria dos serviços. “Não falta dinheiro para a saúde, falta gestão”, declarou.
Uma das principais propostas apresentadas é a regionalização do atendimento, com a criação das regionais de saúde do Purus e de Tarauacá-Envira. O objetivo é ampliar a presença de especialistas como anestesistas, cirurgiões, pediatras e obstetras no interior, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para a capital. Alan também citou a conclusão do Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira, que deverá se tornar referência regional para atender Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus.
Para ilustrar a falta de capacidade de execução, o candidato lembrou uma emenda de R$ 700 mil destinada à compra de um aspirador cirúrgico ultrassônico para transplantes de fígado. Segundo ele, o recurso foi pago há mais de um ano, mas o equipamento ainda não foi adquirido. “Esse é um exemplo claro de que o problema não é apenas recurso, é capacidade de executar”, disse.
Na área de saneamento, Alan Rick propôs combater o desperdício e atrair investimentos. Estudos em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional indicam a possibilidade de captar mais de R$ 5 bilhões para levar água tratada, coleta de esgoto, drenagem e destinação adequada de resíduos a todos os 22 municípios. “O Acre não pode continuar convivendo com esgoto a céu aberto e famílias sem água tratada”, afirmou.
Outro tema abordado foi a integração do Acre com o Peru. Alan defendeu o diálogo com o Governo Federal e autoridades peruanas para viabilizar a estrada-parque até Pucallpa, com proteção ambiental e respeito às comunidades. Para ele, é preciso superar o isolamento de municípios que enfrentam altos custos e dificuldades de acesso a serviços básicos.
O candidato também destacou que governará com planejamento, definindo prioridades e substituindo obras paralisadas por uma gestão orientada a resultados. “Vamos usar o orçamento que temos, os recursos federais e as parcerias para fazer o Estado funcionar”, concluiu.
Fonte: Assessoria Candidato


























