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JUSTIÇAMP vê Deolane como ‘caixa do PCC’ e pede manutenção da prisão

Ministério Público de São Paulo quer manter presa a influenciadora Deolane Bezerra, apontada como peça-chave em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

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O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça, nesta quinta-feira (20), a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra e dos demais réus investigados na Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Na manifestação, o órgão sustenta que ainda permanecem os requisitos para a prisão, especialmente para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal.

De acordo com os promotores, Deolane ocupa posição central no núcleo financeiro investigado, sendo descrita como o “verdadeiro caixa do PCC”. A acusação afirma que a influenciadora teria exercido papel relevante na movimentação, ocultação e circulação de valores atribuídos ao esquema, tese que vem sendo reforçada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) desde o avanço das investigações.

A Operação Vérnix foi deflagrada em 21 de maio de 2026, em ação coordenada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Gaeco. Na ocasião, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão. Deolane foi presa em sua residência em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo. A investigação apura a lavagem de recursos vinculados ao PCC e alcançou também familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, além de outros suspeitos de integrar o esquema.

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Entre os elementos citados na apuração, estão movimentações bancárias consideradas incompatíveis com a renda formal declarada pela influenciadora. Segundo dados mencionados no relatório policial, entre 2018 e 2022, Deolane recebeu cerca de R$ 7,6 milhões em créditos bancários, mas declarou apenas R$ 577 mil à Receita Federal no período, o que corresponde a aproximadamente 7,5% do total rastreado. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome dela, valor que, segundo a investigação, apresenta indícios de lavagem de dinheiro e origem não comprovada. No conjunto da operação, os bloqueios superaram R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e de quatro imóveis.

A defesa da influenciadora contesta as acusações e tenta afastar a narrativa de que ela teria papel estrutural no esquema. O embate agora se concentra na decisão judicial sobre a manutenção da prisão, em um caso que mistura celebridade, patrimônio milionário e a acusação mais grave feita até aqui pelo Ministério Público.

Fonte: BSB Revista

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