A Superintendência de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans) informou que as vans que seriam colocadas em circulação para reforçar o transporte coletivo não vão mais operar. A decisão foi tomada após a autarquia concluir que são necessários estudos técnicos mais aprofundados e negociações políticas antes de implementar a medida.
O superintendente da RBTrans, tenente-coronel Marcos Coutinho, explicou que o modelo de liberação emergencial usado anteriormente para os táxis não pode ser aplicado às vans. Segundo ele, o processo exige uma análise mais detalhada e o envolvimento da Câmara de Vereadores, especialmente por questões relacionadas a subsídios.
“Sobre as vans, nós demos uma recuada. Não dá no formato que nós liberamos para os táxis. Então isso tem que ter um estudo maior, tem que ter a participação da Câmara de Vereadores porque isso também inclui subsídio”, afirmou Coutinho.
Como alternativa imediata, a RBTrans aposta no aumento da frota de ônibus convencionais. A concessionária responsável pelo serviço foi notificada e se comprometeu a colocar 20 veículos adicionais em operação a partir deste sábado.
A medida também busca atender às reivindicações de estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) e do Instituto Federal do Acre (Ifac), que recentemente realizaram protestos e paralisações. A superintendência informou que as linhas que servem essas instituições foram reorganizadas dentro da frota atual para normalizar o fluxo de passageiros.
A longo prazo, a Prefeitura de Rio Branco planeja uma reestruturação completa do sistema. Uma nova empresa assumirá o transporte coletivo em definitivo, com um período de transição de 60 dias. A meta é colocar 120 ônibus em atividade a partir de 1º de setembro, com a previsão de que 160 novos veículos sejam fabricados.
Enquanto as soluções definitivas não chegam, os passageiros do Terminal Urbano de Rio Branco enfrentam uma rotina difícil. Em uma transmissão feita pelo portal ac24horas na manhã desta quarta-feira (15), o cenário era de plataformas lotadas e poucos ônibus em operação.
O passageiro Francisco das Chagas, morador de Senador Guiomard, expressou sua indignação: “É muita falta de compromisso das autoridades de deixar as pessoas assim. Todo mundo paga direitinho”. A usuária Verônica Lopes também reclamou da demora: “A gente fica um tempo esperando a condução, e quando ela vem, ainda encosta. O povo está sofrendo, não é de hoje. A gente quer saber quando é que vem a melhoria”.
Fonte: Ecos da Notícia


























