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TIC TAC! O TEMO NÃO PARA!Brasil corre contra o tempo para evitar tarifas dos EUA, alerta ministro

O Brasil busca acordo com os EUA antes de 15 de julho para evitar taxação extra sobre produtos brasileiros.

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, declarou nesta quinta-feira que o Brasil está em uma corrida contra o relógio para evitar a imposição de tarifas adicionais sobre seus produtos exportados para os Estados Unidos. Ele enfatizou que o governo manterá as negociações com firmeza, seguindo a diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de nunca abandonar a mesa de diálogo.

Segundo o ministro, defender o multilateralismo, como o Brasil faz, exige lutar contra barreiras comerciais impostas unilateralmente. Márcio Elias, que assumiu a pasta em abril após a saída do vice-presidente Geraldo Alckmin, tornou-se um dos principais interlocutores do governo nas tratativas com os americanos.

Nesta quinta-feira, ele participou de uma reunião virtual com a Representação Comercial dos EUA (USTR), ao lado de representantes do Ministério das Relações Exteriores e da assessoria especial da Presidência. Após o encontro, o ministro conversou com jornalistas e expressou preocupação com o prazo apertado para se chegar a um acordo.

“O tempo corre contra porque o prazo é 15 de julho”, afirmou, referindo-se à data prevista para o início da cobrança das tarifas. Ele acrescentou que algumas questões “poluem o debate”, sem citar nomes, mas mencionou a articulação de familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

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Como exemplo, citou a publicação de um ex-deputado federal nos EUA se dizendo autor do tarifaço, e alguém no Brasil celebrando a medida nas redes sociais. A referência foi aos filhos do ex-presidente: o deputado cassado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.

Para o ministro, essas pessoas não têm capacidade de causar grande alvoroço, mas politizam um debate que deveria ser econômico e comercial. Ele classificou como “sem cabimento” a inserção de questões ideológicas, eleitoreiras ou oportunistas na mesa de negociação.

As declarações foram feitas após sua participação no 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, promovido pelo BNDES no Rio de Janeiro. Márcio Elias chegou a atrasar seu discurso no evento por conta da reunião com os americanos, que foi a quarta de alto nível sobre o tema, além de oito encontros técnicos anteriores.

Na reunião virtual, foram discutidos temas como a cooperação entre as polícias brasileira e americana para combater o crime organizado transnacional, lavagem de dinheiro e imigração. Também houve conversas sobre atração de data centers e proteção de patentes, com o ministro destacando que o Brasil já segue padrões internacionais.

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A ameaça de tarifas foi anunciada no início de junho, com base em uma investigação da USTR sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O governo de Donald Trump acusa o Brasil de concorrência desleal, citando o Pix como uma prática que prejudicaria empresas americanas. O Brasil refuta a acusação.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro Capobianco, também presente no fórum do BNDES, negou que desmatamento e comércio ilegal de madeira sejam motivos válidos para a taxação. Ele afirmou que o desmatamento está sob controle e que o Ibama verifica toda a cadeia de custódia antes de liberar exportações.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, comentou sobre uma carta pública do secretário de Estado americano, Marco Rubio, ao senador Flávio Bolsonaro, agradecendo um convite para colaborar com uma eventual transição de governo. Mercadante classificou a carta como uma afronta à soberania nacional, por envolver informações estratégicas do Estado brasileiro.

Fonte: Jovem Pan

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