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CLIMAPor que a Europa resiste a instalar ar-condicionado mesmo com calor de 40°C?

Fatores históricos, econômicos, arquitetônicos e ambientais explicam a baixa adoção de ar-condicionado nas residências europeias, apesar de ondas de calor cada vez mais intensas.

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As ondas de calor se tornaram frequentes na Europa, com temperaturas acima de 40°C durante o verão em vários países, elevando os riscos à saúde e pressionando a população a buscar alternativas para lidar com o calor intenso. Contudo, o uso de ar-condicionado residencial continua sendo uma exceção no continente.

Embora o desconforto aumente, a maioria das casas europeias ainda recorre a ventiladores, persianas fechadas, banhos frios e ventilação natural para amenizar as altas temperaturas. Isso se deve a uma combinação de fatores históricos, econômicos, arquitetônicos e ambientais.

Durante décadas, grande parte da Europa teve verões amenos, com ondas de calor raras e curtas. Assim, investir em refrigeração nunca foi prioridade. Nos Estados Unidos, ao contrário, o ar-condicionado se popularizou há muito tempo, impulsionado pelo clima mais quente. Atualmente, apenas cerca de 20% das residências europeias possuem climatização, número muito inferior ao norte-americano.

A arquitetura também desempenha papel importante. No sul da Europa, muitas casas têm paredes grossas, janelas pequenas e materiais que reduzem a entrada de calor e favorecem a circulação de ar, mantendo os ambientes frescos sem equipamentos elétricos. Já no norte, as construções antigas foram projetadas para reter calor no inverno, não para dissipá-lo no verão.

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Adaptar edifícios históricos para instalar ar-condicionado é caro e, muitas vezes, exige autorizações devido a regras de preservação do patrimônio. Isso dificulta a adoção do equipamento nesses imóveis.

O custo da energia elétrica, mais alta em vários países europeus em comparação aos EUA, também pesa. Manter um aparelho ligado por horas pode representar um gasto significativo para as famílias, adiando a decisão de compra, mesmo quando há interesse.

Há ainda a preocupação ambiental. Os aparelhos consomem muita energia e, dependendo da fonte, contribuem para emissões de gases de efeito estufa. Além disso, liberam calor para o exterior, podendo elevar ainda mais a temperatura nas cidades, especialmente em áreas densamente povoadas.

Por isso, alguns governos europeus implementaram medidas para incentivar o uso racional desses sistemas, principalmente em prédios públicos e comércios.

No entanto, com verões mais longos e noites mais quentes, a procura por climatização cresce. A expectativa é que o número de aparelhos no continente aumente significativamente nas próximas décadas.

Especialistas defendem que essa expansão seja acompanhada por equipamentos mais eficientes, melhor isolamento térmico e maior uso de fontes renováveis, para reduzir os impactos ambientais sem abrir mão do conforto diante de um clima que já não é o mesmo de antes.

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Fonte: NSC Total

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