Menu

SAÚDEGoverno testa canetas emagrecedoras no SUS e estuda produção nacional

Ministério da Saúde inicia estudo com 250 pacientes para avaliar inclusão de canetas emagrecedoras no SUS.

publicidade

O Ministério da Saúde anunciou que começará um estudo clínico com 250 pacientes para verificar a possibilidade de distribuir medicamentos injetáveis para perda de peso por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa será coordenada pelo Grupo Hospitalar Conceição, localizado em Porto Alegre, e terá como alvo indivíduos diagnosticados com obesidade mórbida e problemas cardíacos.

Simultaneamente, o governo pretende fomentar a fabricação nacional desses medicamentos. Atualmente, apenas a Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética autorizada para venda no Brasil, está disponível no mercado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa pedidos de registro de outras 17 empresas que demonstraram interesse em produzir o produto no país.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o incentivo à concorrência pode reduzir os preços atualmente considerados abusivos. Ele explicou que um edital foi lançado para atrair fabricantes, e, com mais empresas habilitadas, os custos tendem a cair, tornando o acesso mais democrático.

O estudo clínico avaliará o impacto do uso desses medicamentos em pacientes na fila de cirurgia bariátrica. A expectativa é que o tratamento possa diminuir a demanda por procedimentos cirúrgicos e complicações cardíacas ligadas à obesidade e ao diabetes. Padilha ressaltou que as canetas não são vistas como soluções milagrosas, mas como ferramentas dentro de uma estratégia mais ampla de combate à obesidade.

Leia Também:  Acre é o primeiro estado do Norte a oferecer cirurgia robótica pelo SUS

A previsão é que o protocolo de pesquisa seja submetido ao comitê de ética do hospital ainda este ano, podendo começar em 2023. O estudo deve durar entre alguns meses e um ano, tempo necessário para avaliar os efeitos e a viabilidade da incorporação ao SUS.

Em relação ao combate a fraudes, Padilha informou que a Anvisa e a Polícia Federal realizam fiscalizações regulares. Grandes quantidades de medicamentos contrabandeados já foram apreendidas, alguns com composição adulterada, incluindo presença de insulina ou substâncias inativas. O ministro reforçou a importância do acompanhamento médico e da realização de exames para quem deseja usar esses produtos, que podem causar efeitos adversos.

Questionado sobre possíveis motivações eleitorais na medida, Padilha negou qualquer influência política. Ele afirmou que o trabalho do ministério é contínuo e independe de calendários eleitorais. A expiração da patente do medicamento ocorreu em março de 2026, e a incorporação ao SUS só é possível quando a legislação permite.

O ministro também comentou a suspensão temporária da vacina contra a dengue do Butantan, após investigação de duas mortes. Ele classificou a decisão como demonstração de responsabilidade com a saúde pública. Mais de 500 mil pessoas já receberam o imunizante, e 42 apresentaram reações não descritas em estudos anteriores. A suspensão visa aprofundar a investigação sobre a relação entre os óbitos e a vacina.

Leia Também:  Câmara pode votar projetos sobre transtornos de aprendizagem, epilepsia e hemoderivados

Fonte: O Sul

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade