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SAÚDE MENTALQuanto tempo leva para o cérebro superar uma decepção amorosa?

Estudos mostram que o cérebro leva cerca de 11 semanas para começar a se recuperar de um término.

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Superar o fim de um relacionamento é um dos maiores desafios emocionais que o ser humano pode enfrentar. A dor de uma decepção amorosa é tão intensa que muitas vezes parece física. Quem está passando por esse processo costuma se perguntar: quando isso vai passar?

A resposta não está no coração, mas na neurobiologia. O cérebro humano reage ao término de forma complexa e precisa de um período específico para se reestruturar.

Estudos de mapeamento cerebral mostram que a dor de uma decepção amorosa ativa as mesmas áreas corticais ligadas à dor física. Quando você sofre por amor, seu cérebro entende que o corpo está sofrendo um dano real.

O fim abrupto do romance corta essa produção de forma violenta. O cérebro entra em um estado de abstinência química muito semelhante ao de um dependente químico.

Por isso, os primeiros dias após o rompimento são marcados por pensamentos obsessivos, ansiedade e uma vontade desesperada de procurar o ex-parceiro.

Afinal, qual é o tempo médio da superação? A ciência não trabalha com uma data exata, pois cada indivíduo tem um histórico emocional único. No entanto, pesquisas na psicologia e neurociência trazem estimativas realistas.

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Um estudo publicado no Journal of Positive Psychology revelou que cerca de 71% dos jovens adultos começam a se sentir significativamente melhor após 11 semanas do término, cerca de três meses. Nesse período, o cérebro regula os níveis de cortisol e cria novas conexões neurais. O ex-parceiro deixa de ser o foco central do sistema de recompensa cerebral.

Para relacionamentos mais longos ou casamentos, a psiquiatria aponta que o luto afetivo pode se estender de 6 meses a 1 ano.

Para ajudar o cérebro a acelerar a cura emocional, existem estratégias baseadas na neurociência: corte o contato com o ex, evite redes sociais, pratique exercícios físicos e busque novas conexões. Se a tristeza persistir por mais de seis meses, procure ajuda profissional.

Fonte: A Gazeta do Acre

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