Entre a sexta-feira que passou e amanhã (terça), o governo do Acre intensifica as ações do Opera Acre, programa estadual que integra o Programa Nacional de Redução de Filas de Cirurgias Eletivas, do Ministério da Saúde. Neste período, estão sendo realizadas 134 cirurgias eletivas em hospitais da capital e de municípios do interior, com o objetivo de reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso a procedimentos de média complexidade.
O programa, que nasceu em 2022 como uma resposta ao represamento de cirurgias durante a pandemia de Covid-19, tornou-se uma das principais estratégias do Sistema Único de Saúde (SUS) no Acre para desafogar a demanda reprimida, sobretudo nas especialidades ginecológica, geral e vascular. A iniciativa faz parte de um esforço nacional que já destinou mais de R$ 600 milhões aos estados para realização de mutirões cirúrgicos, segundo o Ministério da Saúde.
Atuação descentralizada pelo interior
No Vale do Juruá, o Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, em Cruzeiro do Sul, realizou seis cirurgias ginecológicas no primeiro dia de mutirão. Já em Mâncio Lima, o maior volume desta etapa: 60 procedimentos de laqueadura estão programados entre 14 e 17 de junho, atendendo mulheres que aguardavam pelo procedimento como parte do planejamento familiar.
No município de Tarauacá, o Hospital Doutor Sansão Gomes programou 20 cirurgias ginecológicas entre os dias 14 e 15, enquanto em Plácido de Castro, o Hospital Manoel Marinho Monte prevê 25 procedimentos ginecológicos durante o mutirão.
Já no Baixo Acre, a Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), em Rio Branco, realizou 15 cirurgias ginecológicas e vasculares no último dia 13. O Hospital Doutor Ary Rodrigues, em Senador Guiomard, também participa da força-tarefa, com 10 cirurgias gerais programadas.
Redução de filas e fortalecimento do SUS

Para Shirley Nascimento, coordenadora da regulação cirúrgica da Sesacre, o Opera Acre representa mais do que números: “Cada paciente atendido é o reflexo do compromisso do Estado em garantir o direito constitucional à saúde e ampliar o acesso aos serviços de qualidade”, afirma.
Estima-se que, no Acre, o tempo de espera para algumas cirurgias eletivas chegava a ultrapassar 12 meses durante o auge da pandemia. Com a intensificação dos mutirões, a expectativa da gestão estadual é reduzir progressivamente essas filas, sobretudo em especialidades de alta demanda como ginecologia, ortopedia e cirurgia geral.
Além do impacto direto na saúde dos pacientes, o programa também contribui para desafogar as unidades de saúde, possibilitando melhor planejamento para novos atendimentos.
Compromisso contínuo
A agenda do Opera Acre segue até o dia 17 de junho nesta fase, mas o governo estadual já sinalizou que novas etapas serão programadas ainda em 2025, dentro da política permanente de enfrentamento das filas cirúrgicas no SUS.
Segundo dados da Sesacre, apenas em 2024, já foram realizadas mais de 1.800 cirurgias eletivas através do programa, beneficiando diretamente famílias de todas as regionais do estado.
O investimento contínuo em ações como essa reflete a prioridade da gestão estadual em garantir qualidade de vida à população, descentralizando o atendimento especializado e reforçando o compromisso com o fortalecimento do SUS no Acre.
Fonte: Agência de Notícias do Acre





























