A morte de Arthur de Melo da Silva, de apenas 11 anos, no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, levanta suspeitas de envenenamento. O menino sofreu uma parada cardíaca na quinta-feira e, desde então, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense assumiu o caso para apurar as circunstâncias.
A principal linha de investigação aponta para uma possível contaminação intencional. Os peritos devem liberar o laudo nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, para confirmar a causa da morte.
Arthur começou a passar mal no dia 1º de junho, na casa do pai, após retornar da escola. O que chamou a atenção foi o fato de ele ter comido um pedaço de bolo de chocolate que estava dentro da mochila escolar.
O pai, Ademir de Melo Silva, com quem Arthur vivia desde o final de 2025, notou que o garoto estava diferente. A madrasta encontrou o bolo embalado em plástico filme, e Arthur disse que a mãe, Lidiane Silva, havia guardado o doce. No entanto, Lidiane negou ter dado qualquer bolo ao filho e afirmou que na festa de aniversário da avó só havia bolos de abacaxi, milho e laranja.
Horas depois de ingerir o alimento, por volta das 23h, Arthur começou a vomitar e a ter diarreia, além de ficar com os lábios roxos. No hospital, os médicos suspeitaram de intoxicação por chumbinho, um veneno usado para matar ratos.
A mãe do garoto acredita que o bolo pode ter sido entregue a ele na escola ou no caminho para casa. No mesmo dia, Arthur participou de uma reunião escolar para tratar de desentendimentos com colegas e problemas de comportamento. O pai contou que o filho chegou em casa nervoso e que enfrentava dificuldades com o padrasto na casa da mãe.
O caso foi registrado inicialmente na 64ª Delegacia de Polícia, em São João de Meriti, mas a especializada assumiu o inquérito e reteve o bolo para exames laboratoriais.
Fonte: ND+




























