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ACREPodcast da SEE debate violência sexual contra crianças e adolescentes

A Secretaria de Educação do Acre promoveu o podcast ‘Educar para Proteger’ para debater violência sexual infantojuvenil com gestores e educadores, com dados de 1.379 casos registrados em 2025.

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) realizou na terça-feira, 9, o podcast ‘Educar para Proteger’, voltado a gestores e educadores da rede estadual. A iniciativa, conduzida pelo Departamento de Formação e Assistência Educacional (Defae) e pela Divisão de Educação em Direitos Humanos e Diversidade (DIEDHD), teve como objetivo discutir a violência sexual contra crianças e adolescentes e orientar os profissionais da educação sobre como identificar e prevenir esse tipo de crime.

De acordo com a assessora pedagógica da SEE, Soraya do Nascimento Alves, que mediou o debate, dados da Polícia Civil indicam que em 2025 já foram registrados 1.379 crimes contra crianças e adolescentes no Acre. Ela destacou a importância de capacitar educadores e gestores, uma vez que a escola é um ambiente onde os jovens passam grande parte do tempo e pode funcionar como espaço de identificação e acolhimento. ‘É importante entender a escola como um local de identificação e prevenção da violência, onde as crianças podem se sentir seguras para falar sobre o que acontece’, afirmou.

Participaram do podcast a professora Alcione Groff, da Universidade Federal do Acre (Ufac) e doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); o pedagogo Igo Barreto, doutor em Educação; e a psicóloga Sirlene Cavalcante, assessora pedagógica da SEE e especialista em Políticas Públicas para Infância e Adolescência. A professora Groff explicou que, segundo estudos, os abusadores geralmente são pessoas próximas às vítimas. ‘Abusadores são pessoas comuns, que percebem as fragilidades de uma criança. Por isso, a educação sexual, ensinando que o corpo é íntimo e que ninguém pode tocá-lo, já é o suficiente para prevenção’, disse.

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O pedagogo Igo Barreto ressaltou a importância de utilizar todos os espaços, inclusive os digitais, para combater a violência sexual. ‘Discutir esse tema é mais do que necessário. Precisamos criar uma rede de proteção e acolhimento para as crianças’, afirmou. Já a psicóloga Sirlene Cavalcante destacou que a escola deve ser um ambiente acolhedor, especialmente para vítimas que não se sentem seguras para relatar abusos sofridos em casa. ‘Crianças e adolescentes muitas vezes não conseguem falar sobre a violência que sofreram dentro de casa; a escola surge como um ambiente seguro para tratar dessas questões’, declarou.

Os participantes também abordaram formas de acolher relatos espontâneos, principalmente de crianças, e como encaminhá-los aos canais de denúncia. O debate teve como referência legal a Lei nº 13.431/2017, que institui a escuta qualificada e garante direitos a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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