A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) iniciou na terça-feira, 9, o acompanhamento e o levantamento socioeconômico dos moradores do Segundo Distrito de Sena Madureira, especialmente aqueles que vivem em áreas de risco próximas ao local onde a Ponte Frei Paolino Baldassari desabou. As equipes começaram os atendimentos pelo bairro Niterói, onde cerca de 16 residências foram identificadas em áreas consideradas vulneráveis.
O trabalho busca compreender a realidade de cada família, suas necessidades emergenciais e os impactos deixados pelo acidente, para que o Estado possa definir os encaminhamentos necessários e ampliar o suporte à comunidade. A governadora Mailza Assis tem acompanhado a situação e destacou a necessidade de atuação integrada entre as pastas para minimizar os efeitos do ocorrido e garantir assistência às pessoas afetadas.
Enquanto equipes realizavam visitas domiciliares, outras trabalhavam para restabelecer serviços essenciais. Na rua principal do bairro, moradores que tiveram o abastecimento de água interrompido receberam apoio do Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre), que instalou nova rede nas residências com encanamentos danificados.
O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, afirmou que o acompanhamento se estenderá até quinta-feira, 11, e que a equipe atua com cuidado e responsabilidade. Segundo ele, o objetivo é oferecer proteção social e ajudar as famílias a reconstruir a rotina com dignidade e segurança. As técnicas da pasta conversam com os moradores, levantam informações sobre o número de pessoas por residência e registram dados para subsidiar o apoio do poder público.
O presidente da Associação de Moradores do bairro Niterói, Raimundo Nonato da Silva, destacou a importância da presença do Estado no local e ressaltou que o momento exige solidariedade e apoio às famílias atingidas. Entre os moradores afetados está o diarista Hilário Flores Cabral, que precisou deixar sua casa com a esposa e quatro filhos após o surgimento de fissuras no solo. Ele reconheceu o apoio recebido como fundamental, pois a residência ficou danificada.
A coordenadora das ações da SEASDH, Adriana Marta Verçosa, informou que seis casas apresentaram rachaduras nos terrenos após a queda da ponte. A missão, segundo ela, é levantar a situação real e garantir a assistência oferecida pelo governo. Além do suporte material, o governo também oferece apoio psicológico. O diarista Weverton da Silva, ferido no desabamento, recebeu cesta básica e foi acolhido por uma psicóloga da pasta. Ele será encaminhado para acompanhamento contínuo no Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
Fonte: Agência de Notícias do Acre



























