O Beto Carrero World, situado em Penha, Santa Catarina, está se preparando para enviar a elefanta Baby para um novo lar. O animal, que nasceu em um circo nos Estados Unidos, vive há muitos anos no zoológico do parque e encantou milhões de visitantes ao longo de sua trajetória.
A transferência de Baby foi determinado pelo Poder Judiciário de Santa Catarina. O destino escolhido é o Santuário Elefantes Brasil, localizado em Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Inicialmente, a ideia era que ela fosse para o Animália Park, em São Paulo, onde teria contato com profissionais que já a conheciam.
Em comunicado oficial, o parque afirmou que sempre defendeu que o futuro de Baby fosse baseado em critérios técnicos, levando em conta sua história e necessidades individuais, com o objetivo de garantir a melhor qualidade de vida possível.
Baby tem idade estimada em mais de 30 anos. Ela está acostumada a um manejo individual e apresenta medo de trovões e pavões, sendo protegida em áreas seguras nessas situações. O parque destacou que ela é saudável e adaptada à rotina do zoológico.
Nos autos do processo, o Beto Carrero argumentou que Baby enfrentaria dificuldades de adaptação ao novo ambiente. Atualmente, ela vive em uma área isolada dentro do parque, e o estresse causado pelo deslocamento poderia ser prejudicial, pois representaria uma ruptura brusca em sua rotina.
Outro ponto levantado foi o afastamento dos tratadores atuais, o que poderia gerar impactos emocionais. Baby foi treinada para receber alimentação e cuidados veterinários de forma segura, sem riscos para ela ou para os profissionais.
No santuário, a elefanta precisará se alimentar sozinha e terá contato com alimentos desconhecidos, alguns possivelmente tóxicos. Além disso, terá que se adaptar a um novo tipo de vegetação, típica do cerrado.
O parque concluiu a nota expressando a esperança de que Baby tenha um futuro tranquilo, saudável e com qualidade de vida, afirmando que ela sempre ocupará um lugar especial na história do Beto Carrero World e no coração de quem conviveu com ela.
O Santuário Elefantes Brasil, no Mato Grosso, já registrou a morte de três elefantes nos últimos anos. O caso mais recente foi o da elefanta Kenya, transferida da Argentina há cerca de cinco meses, que estava em tratamento por problemas respiratórios e dores nas articulações.
Antes de Kenya, faleceram no local as elefantas Pupy e Lady, em um intervalo de menos de dois anos. Essas mortes intensificaram o debate sobre as condições de manejo e adaptação dos animais no santuário.
O SEB foi criado para acolher elefantes que passaram décadas em cativeiro, oferecendo um ambiente de semiliberdade, com mais contato com a natureza e menos intervenção humana. No entanto, a sequência de óbitos levantou questionamentos de críticos sobre a estrutura e os protocolos adotados no local.
A despedida, segundo o parque, não é fácil. Baby não é apenas um animal para a equipe, mas parte da história do empreendimento. Ao longo dos anos, conquistou o carinho de funcionários, visitantes e milhões de pessoas que acompanharam sua trajetória.
A decisão judicial foi recebida com respeito, mas também com tristeza, já que o bem-estar de Baby sempre foi prioridade. O parque reafirmou o compromisso de garantir que todo o processo de transferência ocorra da forma mais segura e cuidadosa possível.
Fonte: ND+






























