O senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputará a Presidência nas próximas eleições, marcou presença na 34ª Marcha para Jesus em São Paulo nesta quinta-feira (4). Ao ser indagado sobre as gravações de suas conversas com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master atualmente detido, o político declarou-se íntegro e afirmou que suas ações foram corretas.
De acordo com Flávio, o teor das mensagens diz respeito exclusivamente a um projeto cinematográfico sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele descreveu a produção como uma obra de grande porte que brevemente estará disponível ao público. O senador aproveitou para desviar o foco, mencionando que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa prestar esclarecimentos sobre reuniões sigilosas que teriam como objetivo beneficiar terceiros.
A divulgação dos diálogos, onde Flávio solicita recursos a Vorcaro para custear o filme intitulado Dark Horse, gerou uma crise para o pré-candidato. Em uma das mensagens, ele afirma ao banqueiro: “Estou e sempre estarei contigo”. Na ocasião, Vorcaro já era figura presente em notícias sobre irregularidades no Master. O senador ainda se reuniu com ele após sua primeira prisão.
Desde que o caso veio a público, Flávio sustenta que o pedido configurava um patrocínio privado, sem qualquer contrapartida política. Vorcaro teria desembolsado aproximadamente R$ 91 milhões para viabilizar o longa-metragem. A Polícia Federal investiga se esses valores foram efetivamente aplicados no filme ou se tiveram outro destino, como cobrir despesas de Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.
Em meio às repercussões, o senador tenta vincular o escândalo ao Partido dos Trabalhadores. Ele acusa a legenda de corrupção e favorecimento, destacando o estado da Bahia como epicentro das supostas irregularidades. Flávio prometeu repetir a postura de Jair Bolsonaro no combate à corrupção, redução de impostos e enfrentamento da violência, além de devolver esperança aos brasileiros.
Durante a marcha, Flávio discursou para os fiéis, classificando o Brasil como palco de uma batalha espiritual. Ele afirmou que o evento representa uma resposta ao “mundo do mal”, que, segundo ele, será expulso do governo ainda este ano. O senador também expressou pesar pela ausência de seu pai, atualmente em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.
Em declarações à imprensa, Flávio ressaltou a importância do encontro religioso, que reúne milhares de evangélicos nas ruas da capital paulista. Ele disse testemunhar “muita maldade, injustiça e perseguição” contra sua família, mas que a fé dos participantes renova sua esperança na recuperação do país.
O senador afirmou ainda que a Marcha para Jesus “pode irritar muita gente do lado de lá”, numa referência velada a adversários políticos. Ele garantiu que o evento não será alvo de censura e que representa a prova de que o Brasil mantém sua fé e seu futuro.
Flávio encerrou sua participação no evento reafirmando seu compromisso com a agenda conservadora e religiosa, grupo que considera fundamental para sua campanha presidencial. Apesar das controvérsias, o pré-candidato busca capitalizar o apoio do eleitorado evangélico, tradicional base de sustentação de sua família política.
Fonte: Metrópoles






























