O governo do Acre decretou situação de emergência em saúde pública em todo o estado em razão do aumento expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e da pressão sobre a rede hospitalar. O Decreto nº 11.901 foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado na quarta-feira, 3, e terá vigência inicial de 90 dias.
A medida considera o cenário epidemiológico recente, com crescimento de internações por doenças respiratórias, principalmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades. Dados da Vigilância em Saúde apontam que o Acre registrou 1.303 notificações de SRAG entre janeiro e maio deste ano, número superior ao dos mesmos períodos de 2024 e 2025. A ocupação de leitos pediátricos também aumentou, especialmente em unidades que atendem crianças com quadros respiratórios graves.
O secretário de Estado de Saúde, José Bestene, afirmou que o decreto não é motivo para pânico, mas uma ferramenta administrativa para agilizar a resposta do Estado. “O decreto de emergência é uma medida preventiva e estratégica que permite ao Estado ampliar sua capacidade de resposta diante do aumento das síndromes respiratórias. Nosso foco é garantir assistência adequada à população, reforçar equipes, ampliar a oferta de serviços quando necessário e assegurar que nenhum acreano fique sem atendimento”, declarou.
Com a emergência, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) pode agilizar processos como contratação de serviços, aquisição de insumos e ampliação da assistência. O documento também determina que órgãos estaduais atuem de forma integrada no apoio às ações coordenadas pela Sesacre. Na prática, a medida fortalece iniciativas já em andamento, como reorganização de fluxos assistenciais, reforço de equipes, monitoramento diário da ocupação hospitalar e estudos para ampliação de leitos.
Fonte: Agência de Notícias do Acre




























