A Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, terá o maior número de seleções africanas já registrado em uma edição. Com a ampliação do torneio para 48 equipes, dez países do continente garantiram vaga, superando o recorde anterior de seis, estabelecido em 2010, na África do Sul.
A competição contará com a estreia de Cabo Verde, que se junta a potências como Egito, Senegal e Argélia. A expectativa é que o continente repita ou supere o desempenho histórico de 2022, quando Marrocos chegou às semifinais.
O GLOBO selecionou cinco jogadores que devem brilhar representando nações africanas na Copa de 2026. A lista mescla veteranos consagrados e jovens promessas, todos com potencial para decidir partidas.
Antoine Semenyo (Gana)
Contratado pelo Manchester City por cerca de R$ 450 milhões, Semenyo foi um dos destaques da última temporada da Premier League. Atuando por Bournemouth e depois pelo City, o atacante participou diretamente de 21 gols em 37 jogos.
Com versatilidade para jogar centralizado ou pelos lados, o ganês de 26 anos vive o auge da carreira. Estreou pela seleção em 2022 e agora disputa seu segundo Mundial, sendo a principal esperança de gols de Gana após uma temporada artilheira na Inglaterra.
Mohamed Salah (Egito)
Conhecido como Faraó, Salah é um dos maiores nomes do futebol mundial. Aos 33 anos, deixou o Liverpool recentemente, após quase uma década no clube, com 258 gols em 442 partidas e títulos como duas Premier Leagues e uma Champions League.
Pelo Egito, é o maior artilheiro da história das Eliminatórias Africanas para a Copa, com 20 gols, superando lendas como Eto’o e Drogba. Acumula mais de 100 jogos e 60 gols pela seleção.
Riyad Mahrez (Argélia)
Mahrez foi peça-chave no histórico título do Leicester City na Premier League de 2016, uma das maiores surpresas do esporte. Depois, brilhou no Manchester City, onde marcou 78 gols e conquistou quatro campeonatos ingleses e uma Champions League.
Pela Argélia, disputa Copas desde 2014, última participação do país no torneio. Campeão da Copa Africana de Nações, soma 113 jogos e 38 gols pela seleção.
Sadio Mané (Senegal)
Enquanto Salah brilhava em um lado do ataque do Liverpool, Mané fazia o mesmo pelo outro. O senegalês foi central nos títulos dos Reds, com 120 gols em 269 partidas. Após passagem discreta pelo Bayern de Munique, hoje atua no Al-Nassr.
Pela seleção, são 52 gols em 124 jogos desde 2012. Mané segue como a principal referência técnica de sua geração no Senegal.
Amad Diallo (Costa do Marfim)
O mais jovem da lista, com 23 anos, Diallo é conhecido pelo potencial. Pelo Manchester United, teve boa temporada em 2024/25, mas oscilou em 2025/26. Pela Costa do Marfim, soma 18 partidas e cinco gols. Será sua primeira Copa, chegando como aposta para desequilibrar.
Protagonismo africano em alta
A presença de seleções africanas nas fases finais das Copas tem se tornado mais comum. Em 2022, Marrocos fez a melhor campanha de um país do continente, chegando às semifinais e terminando em quarto lugar.
Doze anos antes, na África do Sul, Gana quase repetiu o feito, liderada por Asamoah Gyan, maior artilheiro africano em Copas. Em 2014, Nigéria e Argélia avançaram juntas ao mata-mata pela primeira vez, feito repetido em 2022 com Marrocos e Senegal.
Com a expansão para 48 times e mais vagas, a expectativa para 2026 é de protagonismo ainda maior. As dez seleções africanas, incluindo a estreante Cabo Verde, alimentam a esperança de desafiar as potências tradicionais.
Fonte: O GLOBO






























