O “método Bukele”, designação atribuída às ações de segurança pública adotadas pelo governo de El Salvador sob a presidência de Nayib Bukele, tem ganhado atenção internacional e se tornou um ponto de debate no cenário político brasileiro. Essa abordagem visa principalmente o enfrentamento de gangues e organizações criminosas, conhecidas como “maras”, que historicamente atuam no país centro-americano.
As medidas implementadas pelo governo salvadorenho incluem a decretação de estado de exceção, que suspende certas garantias constitucionais, permitindo prisões em massa de suspeitos de envolvimento com gangues. Parte central da estratégia é a construção e operação de centros de detenção de grande porte, como o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), projetado para abrigar milhares de detentos sob um regime carcerário rigoroso. De acordo com dados divulgados pelo governo de El Salvador, essas ações têm sido associadas a uma redução nos índices de criminalidade, incluindo o número de homicídios.
No Brasil, o “método Bukele” foi citado por figuras públicas, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro, em contextos de debates sobre segurança pública. As discussões frequentemente exploram a possibilidade de inspiração em tais modelos para o enfrentamento da criminalidade no território nacional, considerando os desafios impostos por facções criminosas e a busca por estratégias mais eficazes para a manutenção da ordem.
Embora apoiadores do modelo ressaltem os resultados na diminuição da violência, organizações internacionais e entidades de direitos humanos têm expressado preocupações. Essas instituições levantam questionamentos sobre os impactos das medidas na garantia de direitos fundamentais e no devido processo legal, especialmente no que tange às prisões em massa e às condições de detenção. A análise dessas estratégias, portanto, abrange tanto seus efeitos sobre a criminalidade quanto suas implicações para o sistema jurídico e os direitos humanos.





























