As exportações globais de café registraram crescimento de 1,6% em março de 2026, somando 13,59 milhões de sacas de 60 quilos. No acumulado dos seis primeiros meses da safra 2025/26, entre outubro de 2025 e março de 2026, o avanço foi de 3,3%, totalizando 70,91 milhões de sacas, ante 68,67 milhões no mesmo intervalo da temporada anterior. Os dados são da Organização Internacional do Café (OIC) e indicam uma recuperação gradual do fluxo comercial, com o café robusta ganhando destaque no mercado internacional.
O café robusta impulsionou esse crescimento, apresentando um aumento de 15% nas exportações nos últimos 12 meses (abril de 2025 a março de 2026), alcançando 59,85 milhões de sacas. Esse desempenho reflete a crescente demanda por cafés de menor custo e maior competitividade, além de mudanças no consumo global, especialmente em mercados emergentes e na indústria de café solúvel.
Em contrapartida, o café arábica registrou uma retração de 4,9% nas exportações no mesmo período de 12 meses, totalizando 82,70 milhões de sacas. A queda está associada a fatores como a redução da oferta em alguns países produtores e ajustes nos preços internacionais, que impactam a competitividade do produto.
A OIC destaca que o mercado internacional do café permanece dinâmico, influenciado por fatores como clima, custos de produção, logística e comportamento do consumo. A crescente participação do robusta reforça a tendência de maior equilíbrio entre as variedades no comércio global. Para o Brasil, maior produtor e exportador mundial, o cenário exige atenção estratégica, especialmente diante da demanda por robusta e da necessidade de manter a competitividade do arábica.
Fonte: Portal do Agronegócio



























