O governo do Acre, por meio do Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Simamc), realizou, na manhã desta segunda-feira, 27, uma reunião estratégica na sala de situação do Centro Integrado de Inteligência, Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma) para definir as ações emergenciais diante do vazamento de combustível registrado no Rio Tarauacá, no município de Jordão.
Durante o encontro, foram definidas medidas de contenção, fiscalização e responsabilização, além do reforço das equipes técnicas que atuarão na área afetada. A reunião consolidou a força-tarefa coordenada pelo Acre para garantir resposta rápida ao incidente ambiental.

Participaram gestores e técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), da Secretaria de Povos Indígenas (Sepi), da Defesa Civil Estadual, do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), além da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Jordão e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
No sábado, 25, o governo mobilizou uma equipe composta por especialistas do Imac e da Defesa Civil, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), para realizar o levantamento inicial da área atingida e avaliar os impactos sobre as comunidades ribeirinhas e a fauna aquática.

De acordo com informações repassadas pela empresa responsável pela embarcação, o acidente ocorreu na sexta-feira, 24, após o tombamento de uma balsa que transportava aproximadamente 15 mil litros de óleo diesel. O incidente teria sido provocado pela elevação do nível do Rio Tarauacá, em decorrência da forte enchente que atinge a região. A embarcação estava atracada no porto de Jordão quando acabou submersa.
O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, explicou as medidas adotadas pelo governo do Acre para apoiar o município de Jordão.

“Nossa maior preocupação é com os impactos ambientais, especialmente sobre a biodiversidade, a fauna e as pessoas que vivem na região, incluindo as comunidades indígenas. O Imac já iniciou os procedimentos de fiscalização e a lavratura dos autos necessários. A Sema está enviando equipe técnica para realizar a análise da qualidade da água e avaliar a extensão dos danos”, afirmou.
O presidente do Imac, André Hassem, ressaltou que a atuação ocorreu de forma imediata e integrada entre os órgãos estaduais, com foco na responsabilização.

“Estamos atuando de forma coordenada para identificar os responsáveis e aplicar as sanções previstas na legislação ambiental. Nossa maior preocupação são as famílias da região, incluindo as comunidades indígenas. As equipes estão realizando levantamento nas aldeias e acompanhando a situação da embarcação, que ainda apresenta resíduos de combustível. Vamos adotar todas as providências necessárias, inclusive a autuação dos infratores, para garantir uma resposta firme à sociedade”, declarou.
Barreiras de contenção e força-tarefa em campo
Como medida emergencial, a empresa responsável pela embarcação realizou, nesta segunda-feira, 27, a instalação de barreiras de contenção no leito do rio Tarauacá, conforme orientação dos órgãos estaduais, com o objetivo de evitar a dispersão do combustível ao longo do curso d’água.

A área também foi isolada para restringir o trânsito de pessoas e prevenir possíveis acidentes no local.
As equipes seguem acompanhando a situação, e a empresa deu início ao bombeamento do óleo remanescente da embarcação, enquanto o Estado, por meio Sema e do Imac, com apoio do Ibama, realiza o acompanhamento técnico das ações.
Próximas etapas e orientações à população
Durante a reunião, também foram definidos os próximos passos da operação. A primeira fase, de verificação in loco, já foi realizada. Nesta segunda-feira, 27, equipes da Sema e do Imac seguem para Jordão para reforçar a fiscalização e realizar a coleta de amostras de água, a fim de mensurar os impactos na qualidade hídrica.
O gestor de Políticas Públicas da Defesa Civil, Pedro Teixeira, orientou as comunidades ribeirinhas a adotarem medidas preventivas até a conclusão das análises técnicas.

“A recomendação, neste momento, é de que as comunidades não utilizem a água do rio para consumo ou banho e que evitem o consumo de peixes ou qualquer outro alimento proveniente do Rio Tarauacá, até que sejam divulgados os primeiros resultados das análises da qualidade da água. Paralelamente, a prefeitura, junto com a Defesa Civil e outros órgãos, já está organizando uma ação emergencial para garantir o fornecimento de água potável às famílias afetadas, assegurando, neste primeiro momento, acesso à água limpa e segura”, explicou.
A atuação integrada dos órgãos estaduais busca garantir celeridade à resposta, ampliar a capacidade de atendimento e assegurar a mitigação dos danos sociais e ambientais causados pelo derramamento.
Foto: Emanoel Farias/Sema


Foto: Emanoel Farias/Sema
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