🏛️ Bittar denuncia favorecimento e levanta suspeitas sobre isenção do STF
Em pronunciamento no Plenário do Senado Federal, nesta segunda-feira (15), o senador Márcio Bittar (PL-AC) fez duras críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar o caso envolvendo o Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central.
O parlamentar questionou diretamente a conduta do ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF, após a divulgação de informações sobre uma viagem em voo particular realizada pelo magistrado ao lado de Augusto Arruda Botelho, advogado ligado à instituição financeira investigada.
Para Bittar, o episódio ultrapassa o campo das coincidências e coloca em xeque a imparcialidade da mais alta Corte do país, aprofundando a crise de confiança do Judiciário perante a sociedade brasileira.
✈️ Viagem, sigilo e concentração de poder
Durante seu discurso, o senador destacou que, após a viagem, decisões judiciais passaram a levantar ainda mais questionamentos. Entre elas, a remessa do processo ao STF, mesmo sem foro privilegiado do empresário investigado, e a imposição de sigilo integral sobre as apurações.
“O ministro do STF Dias Toffoli viaja para a final da Libertadores com quem? Com o advogado do Banco Master. E, ao voltar para o Brasil, estabelece sigilo ad aeternum na investigação. Como o Brasil vai confiar nos homens que estão na mais alta Corte?”, questionou Bittar.
O senador também criticou o fato de o processo envolvendo Daniel Vorcaro, empresário investigado, ter sido deslocado para o Supremo por decisão monocrática.
“O Vorcaro não tem foro privilegiado. O ministro Dias Toffoli, numa canetada, pega o processo dele, leva para o STF, para ele julgar”, afirmou.
📂 Interferência no Legislativo e fragilização institucional
Bittar ainda mencionou reportagens que apontam contatos entre integrantes do Supremo e o empresário investigado, além de decisões do tribunal que determinaram o envio à Presidência do Senado de documentos relacionados à quebra de sigilo obtida pela CPMI do INSS.
Segundo o senador, o próprio presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), reconheceu que esse tipo de atuação fragiliza o papel fiscalizador do Congresso Nacional, ferindo o equilíbrio entre os Poderes previsto na Constituição.
“A investigação descobre a roubalheira, o escândalo no Brasil que afeta a economia. Pega o telefone celular do homem, tem dados de telefones pessoais de ministros. Como é que o brasileiro vai continuar respeitando uma Suprema Corte que tem esse tipo de atitude? Onde é que está o decoro?”, concluiu.
🧭 Crítica conservadora: Judiciário forte, mas limitado pela Constituição
A fala de Márcio Bittar reflete uma preocupação crescente entre parlamentares e setores da sociedade com o ativismo judicial, a concentração excessiva de poder no STF e a erosão da separação entre os Poderes.
Para a visão conservadora defendida pelo Portal Acre Conservador, um Judiciário forte é essencial — desde que atue dentro dos limites constitucionais, sem interferir indevidamente no Legislativo, sem decisões monocráticas de impacto nacional e sem comprometer a confiança pública na Justiça.
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Agência Senado.





























