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CRISE POLÍTICA E LIBERDADES

Relator do PL da Anistia rejeita perdão amplo e exalta Moraes

Paulinho da Força sinaliza relatório restritivo e frustra expectativa de reparação a presos do 8 de janeiro
Paulinho da Força já chegou a classificar presos de 8 de janeiro como “terroristas” e a elogiar Alexandre de Moraes. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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⚖️🔥 Relator do PL da Anistia rejeita perdão amplo e exalta Moraes

A aprovação da urgência para o Projeto de Lei da Anistia na Câmara dos Deputados, na quarta-feira (17), reabriu uma das discussões mais sensíveis da política brasileira: o futuro dos milhares de cidadãos atingidos pelas ações judiciais após os protestos de 8 de janeiro de 2023.

Designado relator, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) assumiu o cargo no dia seguinte já deixando claro que não pretende recomendar uma anistia ampla, geral e irrestrita. Sua postura, no entanto, contrasta com o clamor popular e com a expectativa de parlamentares da oposição, que veem na medida uma reparação às injustiças cometidas contra manifestantes que expressaram descontentamento legítimo.

⚖️ Um relator alinhado a Moraes

Em declarações passadas, Paulinho da Força classificou os atos de 8 de janeiro como “terrorismo” e elogiou a intervenção federal no Distrito Federal decretada por Lula. No mesmo dia, publicou:

“Destruíram e saquearam objetos dos três poderes. Isso é crime! Não podemos confundir liberdade de expressão com golpismo.”

O deputado também é um dos mais fervorosos defensores do ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “guardião da democracia”. Em 2024, foi autor de mandado de segurança no STF para barrar propostas que buscavam limitar os poderes da Corte.

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Essa postura indica que o relatório poderá diluir o projeto original apresentado por Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que previa perdão amplo para atos entre 30 de outubro de 2022 e a entrada em vigor da lei.

📝 A estratégia do “meio-termo”

Após reuniões com Michel Temer e Aécio Neves (PSDB-MG), Paulinho defendeu a transformação do PL em um “PL da Dosimetria” — focado na revisão de penas, e não no perdão total.

“Uma anistia ampla, geral e irrestrita é inviável de passar na Câmara”, afirmou.

A proposta de Paulinho restringiria a anistia, excluindo figuras centrais como o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado recentemente pelo STF ao lado de aliados sob acusação de tentativa de golpe.

🇧🇷  Polarização e riscos para a democracia

A decisão de aprovar a urgência acelerou o processo: o texto pode ser votado em plenário já nos próximos dias. Caso aprovado, seguirá para o Senado e, depois, para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos bastidores, a expectativa é de resistência feroz a qualquer texto que contemple anistia ampla. O relator, alinhado a Moraes, indica que deve priorizar “ajustes pontuais” em vez de atender ao clamor popular por justiça e reparação.

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Enquanto isso, cresce o debate sobre o papel do STF e a politização das punições: milhares de brasileiros seguem presos ou condenados, em muitos casos por participações secundárias nos protestos, evidenciando o que parte da sociedade vê como excessos do Judiciário.

⚠️ Um futuro incerto

A tramitação do PL da Anistia revela a profundidade da divisão no Congresso e a dificuldade de equilibrar a defesa das liberdades individuais com a preservação da ordem democrática. Para muitos conservadores, sem uma anistia ampla o Brasil seguirá com cidadãos injustamente punidos enquanto o Supremo fortalece seu protagonismo político.

O Portal Acre Conservador seguirá acompanhando cada movimento desse embate histórico, que pode definir os rumos da liberdade e da democracia no país.

Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Danúzio News / Metrópoles / InfoMoney / Portal Tela

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