⚖️ Zambelli nega participação no ataque
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) declarou nesta quarta-feira (24) que não ordenou nem participou da invasão do sistema do CNJ realizada pelo hacker Walter Delgatti. O episódio, que resultou na inserção de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, é central no processo que pode levar à cassação do mandato da parlamentar.
Em depoimento virtual à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, Zambelli classificou a condenação de dez anos de prisão e a perda do mandato como “injusta”.
🛑 Acusações e argumentos da defesa
O relator do processo no Supremo, Moraes, sustenta que a deputada manteve uma “ligação umbilical” com Delgatti, com objetivos antirrepublicanos. A acusação do Ministério Público aponta que Zambelli teria coordenado a invasão ao sistema do CNJ em 2023.
Zambelli, entretanto, afirmou:
“Não participei dessa questão. Estou bastante tranquila para provar que o processo é injusto. Só tive acesso ao mandado de prisão depois que ele aconteceu.”
A parlamentar reforçou que não manteve contato com Delgatti durante toda a campanha ou no período subsequente ao crime, exceto meses depois, conforme depoimento do perito.
💻 Investigação e relatório da Polícia Federal
O relatório da Polícia Federal aponta que documentos apreendidos com Zambelli correspondem aos arquivos inseridos pelo hacker. Segundo a PF, isso comprovaria participação da deputada no ataque.
O processo também aponta que Delgatti teria recebido cerca de R$ 40 mil para invadir sistemas do Judiciário, sendo R$ 10,5 mil transferidos por um ex-assessor de Zambelli, e o restante entregue em espécie em São Paulo.
O ataque, conforme investigação, teria como objetivo colocar em dúvida a credibilidade do Poder Judiciário, cenário que reforça a percepção de setores conservadores de ativismo judicial e criminalização da oposição política.
🕊️ Liberdade de expressão e política sob risco
Para muitos analistas e parlamentares, a perseguição à deputada evidencia um padrão de intimidação contra vozes críticas do STF. A criminalização de figuras públicas e jornalistas que questionam decisões de Alexandre de Moraes expõe o perigo de um Judiciário que atua acima da lei, restringindo direitos e a liberdade política de opositores.
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Agência de Jovem Pan / Estadão Conteúdo





























