Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) já identificaram os envolvidos e mapearam a movimentação do dinheiro, mas até agora nenhuma prisão foi feita e nenhum bem foi bloqueado.
“A Polícia Federal tem nomes, tem os meios, sabe como o dinheiro foi retirado das contas dos aposentados. E nós não temos ninguém preso até hoje. Isso é de uma impunidade vergonhosa no Brasil”, disse Viana.
O pedido de prisão foi sugerido pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), após o depoimento do advogado Eli Cohen, apontado como peça-chave no esquema. De acordo com o requerimento, as prisões são necessárias “por conveniência da instrução criminal, garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal”.
🚨Os nomes listados
Entre os alvos estão André Paulo Fidelis, Eric Douglas Fidelis, Cecília Rodrigues Mota, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, Thaisa Hoffmann Jonasson, entre outros. No total, 21 pessoas são apontadas como integrantes da rede criminosa que se beneficiou da fragilidade dos idosos.
Deputados da base do governo relativizam denúncias
Deputados governistas como Rogério Correia (PT-MG) e Paulo Pimenta (PT-RS) tentaram desqualificar o depoimento de Cohen, alegando falta de provas documentais. A fala, no entanto, foi duramente criticada pela oposição, que destacou a gravidade do caso e a necessidade de investigar com rigor.
Suspeita de envolvimento político e bancário
O senador Jorge Seif (PL-SC) afirmou que a Polícia Federal identificou nomes de parlamentares que recebiam “mesadas” de instituições financeiras envolvidas no esquema. Ele já protocolou requerimento para que esses nomes sejam revelados oficialmente.
Cohen ainda declarou que fraudes semelhantes ocorrem também nos empréstimos consignados a aposentados, envolvendo bancos como BMG, Master e Picpay.
📌 O que está em jogo
O caso expõe não apenas a fragilidade do sistema de proteção dos aposentados, mas também o abismo da impunidade no Brasil, onde crimes contra os mais vulneráveis seguem sem resposta efetiva. Agora, cabe ao ministro André Mendonça, do STF, decidir se os acusados serão presos preventivamente.
A população aguarda para ver se a Suprema Corte dará finalmente um sinal de que a lei vale para todos, ou se mais uma vez a justiça será seletiva, poupando criminosos bem relacionados.
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Agência Senado




























