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📰 CULTURA VIVA NO ACRE

Museu dos Povos Acreanos completa dois anos

Espaço celebra identidade regional e resgata memória dos povos do Acre com exposições, arte e educação
MPA recebe visita de grupos de turistas de diversos países que se encantam com a história do Acre. Foto: Secom

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🎉 Dois anos do Museu dos Povos Acreanos: resgate cultural, memória e identidade no coração do Acre

Presidente da FEM, Minoru Kinpara realiza abertura da Semana do Patrimônio Cultural, no auditório do MPA. Foto: Lucas Dutra/FEM

Em meio a um cenário nacional marcado por tentativas de desconstrução da identidade regional e do apagamento das raízes locais em nome de narrativas ideológicas, o Acre comemora nesta quarta-feira, 6 de agosto, dois anos de um espaço que reafirma a história e a pluralidade do povo acreano: o Museu dos Povos Acreanos (MPA), localizado no centro histórico de Rio Branco.

Desde sua inauguração em 6 de agosto de 2023, o MPA tem se consolidado como um bastião da cultura regional, promovendo exposições, seminários e atividades que conectam passado, presente e futuro, especialmente com foco nas novas gerações.

Segundo dados da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), responsável pela gestão do museu, só no último ano foram mais de 11 mil visitantes, entre estudantes, turistas e pesquisadores. A média mensal ultrapassa 970 pessoas.

“Nosso cuidado é abrir o MPA às novas gerações para que conheçam sua identidade e valorizem sua história. Temos trazido a juventude para dentro do museu e isso é gratificante”, afirmou o presidente da FEM, Minoru Kinpara, durante a abertura da Semana do Patrimônio Cultural.

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🏛 Um espaço vivo, com raízes profundas

Para o coordenador do MPA, Ferleno Ferreira, o museu vai além do papel tradicional de preservar objetos antigos: é um centro de diálogo permanente com a sociedade, onde educação, pesquisa e cultura caminham lado a lado.

“Acreditamos que a história do Acre se constrói coletivamente, com olhares múltiplos e vozes diversas”, destacou.

Entre os espaços mais procurados está a sala onde se encontra a réplica do crânio do Purussaurus brasiliensis — um dos maiores crocodilianos que já existiram, cujo fóssil foi descoberto no Alto Rio Acre em 1986. A guia Marina Luckner relata que o impacto sobre os visitantes é marcante, especialmente entre os jovens:

“É gratificante ver o despertar da curiosidade e do orgulho cultural nas crianças e adolescentes. Muitos saem daqui querendo saber mais sobre a história do Acre.”

🖌 Arte local e nomes que marcaram o Estado

Guia Marina Luckner mostra réplica do crânio do Purussaurus brasiliensis para grupo de visitantes. Foto: Geisy Negreiros/SEASDH

O MPA também presta homenagens aos grandes nomes da arte e da literatura acreanas. A Sala de Exposições Sansão Pereira reverencia o artista plástico de Xapuri, enquanto o Auditório Florentina Esteves leva o nome da primeira mulher a publicar um romance no Acre, símbolo da força feminina na produção cultural do Estado.

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A guia e historiadora Antônia Odiceula de Souza destaca que o museu permite uma imersão prática e sensorial na história local. “Aqui as crianças veem, tocam, sentem. É diferente de apenas ler sobre isso em livros escolares”, afirma.

O espaço também tem recebido eventos inclusivos e populares, como a participação de mais de 150 idosos no tradicional Forró do Senadinho, que ganhou uma edição especial no Átrio Catraia do museu.

📚 Resistência cultural frente à homogeneização ideológica

O crescimento e a popularidade do Museu dos Povos Acreanos surgem em contraponto à tendência nacional de centralização cultural, onde iniciativas locais muitas vezes são sufocadas por pautas ideológicas descoladas da realidade das populações.

A valorização de ícones regionais, o incentivo à arte urbana e o acolhimento de saberes tradicionais demonstram que a cultura não deve ser ditada por Brasília ou São Paulo, mas sim vivida e construída no território, pelo seu povo.

 

Reportagem – Portal Acre Conservador
* Com informações da Agência de Notícias do Acre

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