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💥 DESMONTE

📰 Correios afundam e voltam ao foco político

Após recuperação no governo Bolsonaro, estatal registra rombo bilionário e vira alvo do Centrão
Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

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Dos lucros ao caos: a tragédia anunciada do desmonte dos Correios

A recente demissão de Fabiano Silva da presidência dos Correios escancarou o colapso da estatal que, após se recuperar financeiramente entre 2019 e 2022, voltou a registrar prejuízos bilionários sob o atual governo Lula. O rombo de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre de 2025 e a pressão política por cargos estratégicos revelam um cenário já conhecido pelos brasileiros: a interferência político-partidária corroendo a máquina pública.

Entre 2019 e 2022, sob gestão técnica e com foco em eficiência, a estatal passou por um intenso processo de reestruturação administrativa, controle de gastos, digitalização de serviços e corte de privilégios, que resgatou a credibilidade e a sustentabilidade financeira dos Correios, depois de anos mergulhados em escândalos e ineficiência.

Em 2021, os Correios apresentaram lucro líquido de R$ 3,7 bilhões, o maior da década. Essa guinada foi resultado direto de medidas como corte de contratos irregulares, revisão de custos logísticos, fechamento de agências deficitárias e eliminação de cargos de confiança duplicados. A empresa voltou a investir em tecnologia e ampliou sua capacidade logística com eficiência, preparando-se para uma possível privatização — proposta que foi, na época, atacada por setores ideológicos contrários à modernização do Estado.

Contudo, bastaram dois anos de retorno ao modelo estatizante e à velha política para os Correios voltarem ao noticiário negativo.

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A estatal que virou moeda de troca política

O atual prejuízo não é fruto do acaso. Desde o início do governo Lula 3, os Correios passaram a ser controlados por nomes ligados ao Grupo Prerrogativas, um círculo de advogados militantes simpáticos ao PT. Fabiano Silva, presidente recém-demitido, era integrante do grupo e, segundo informações da imprensa nacional, resistia a medidas de austeridade propostas pela Casa Civil, como corte de pessoal e fechamento de agências improdutivas.

A crise se agravou com a aplicação da “taxa das blusinhas” — um imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 — que, segundo o próprio presidente demissionário, reduziu drasticamente o volume de encomendas e impactou diretamente a receita dos Correios. Ou seja, o intervencionismo estatal, mais uma vez, provocou consequências danosas.

Agora, a estatal — historicamente usada como moeda de troca política — volta a ser alvo de disputas dentro do Centrão. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, quer indicar um aliado para assumir a presidência da empresa, e já teria conversado com o presidente Lula sobre o assunto. A possível troca é vista por analistas como parte de uma movimentação para agradar partidos aliados em troca de apoio político.

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Um passado que se repete: o primeiro escândalo do governo Lula nasceu nos Correios

A atual crise traz à memória o estopim do maior escândalo político do início da era petista: o Mensalão, revelado após um vídeo de corrupção nos Correios em 2005. A estatal, à época, era comandada por aliados do então deputado Roberto Jefferson, que rompeu com o governo após denunciar o esquema. Foi nos porões dos Correios que nasceu o escândalo que expôs o uso de cargos públicos para a compra de votos no Congresso, num esquema de mesadas mensais a parlamentares.

A mesma estrutura inchada, aparelhada e usada como trampolim político parece ter retornado ao centro da gestão da empresa — com a diferença de que agora há menos recursos e mais rombo.

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*Com informações da Jovem Pan e do Estadão Conteúdo

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