Uma ONG dirigida por sindicalistas do ABC paulista, com fortes ligações com o Partido dos Trabalhadores (PT), recebeu R$ 19,1 milhões em recursos públicos para projetos que incluem um curso sobre o chamado “golpe contra Dilma”, uma feira abertamente ideológica e um contrato milionário para retirada de lixo em terras indígenas, cuja execução sequer começou.
A entidade em questão é a Unisol, sediada no subsolo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde o presidente Lula iniciou sua trajetória política. O presidente da ONG, Arildo Mota Lopes, e o vice, Carlos Duarte, são filiados ao PT e oriundos da mesma base sindical.
Entre os projetos financiados, destaca-se um curso de “formação em direitos humanos” com ênfase no que chamam de “golpe” contra a ex-presidente Dilma Rousseff, cuja narrativa não é reconhecida nem pelo Congresso Nacional nem pelo Supremo Tribunal Federal, que confirmaram o impeachment constitucional ocorrido em 2016.
Esse curso custou R$ 400 mil aos cofres públicos, via emenda do deputado petista Vicentinho (PT-SP), reunindo 300 pessoas e distribuindo cartilhas ideológicas. A justificativa oficial alega que “o Estado brasileiro foi desmontado após o golpe sofrido pela ex-presidenta Dilma”, ignorando os fundamentos legais do processo e impondo viés político sob o pretexto de “educação popular”.
“Feira Esquerda Livre”
Outro projeto apoiado com dinheiro público foi a “Feira Esquerda Livre”, que recebeu mais de R$ 200 mil em recursos federais para promover artistas e pequenos negócios “da esquerda, para a esquerda”, conforme a própria divulgação oficial. O dinheiro foi liberado por emendas do deputado Nilto Tatto (PT-SP).
Mas o contrato mais volumoso foi de R$ 15,8 milhões, liberado em parcela única à Unisol para a retirada de lixo na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. O pagamento foi realizado três dias após a assinatura do termo, ainda em dezembro de 2024. O curioso é que as ações práticas do projeto sequer começaram até julho de 2025, ficando restritas, até o momento, a reuniões e “estudos técnicos”.
A contratação foi realizada por meio da Secretaria de Economia Popular e Solidária, chefiada por Gilberto Carvalho, ex-ministro e aliado histórico de Lula. Metade das ONGs candidatas foi desclassificada por não apresentar plano de trabalho adequado, mas a Unisol foi aprovada apesar de divergências técnicas nas avaliações da equipe.
O governo defende a legalidade da liberação, alegando urgência diante da crise humanitária na região. Contudo, especialistas apontam para falta de critérios técnicos objetivos, favorecimento político e uso da estrutura pública para fins ideológicos.
Os fatos levantam sérias dúvidas sobre a eficiência, a transparência e a imparcialidade na destinação de verbas públicas, especialmente em um país com necessidades reais de infraestrutura, segurança, educação e saúde.
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Fonte: Brasil Paralelo




























