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VIOLÊNCIA POLÍTICA

Senador Miguel Uribe Turbay permanece em estado crítico após atentado na Colômbia

Pré-candidato à presidência foi baleado em comício; governo intensifica investigações sobre motivação do crime
Uribe, senador e candidato à presidência de posição de direita, foi vítima do ódio ideológico político, da esquerda. Foto: montagem Rede Social

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O senador colombiano e pré-candidato à presidência Miguel Uribe Turbay, de 39 anos, continua internado em estado crítico após ser baleado durante um evento de campanha em Bogotá no último sábado, 7 de junho. O ataque, ocorrido no bairro Modelia, chocou o país e gerou forte condenação de líderes políticos nacionais e internacionais.

Uribe Turbay foi atingido por três disparos – dois na cabeça e um na coxa – enquanto discursava sobre políticas públicas de inclusão para pessoas com deficiência. O agressor, identificado como Juan Sebastián Rodríguez Casallas, um adolescente de 14 anos, foi detido no local após tentar fugir e trocar tiros com a segurança do senador. Ele alegou ter sido contratado para cometer o crime devido à situação financeira de sua família.

O político foi inicialmente socorrido por membros de sua equipe e levado ao Centro Médico Engativá, sendo posteriormente transferido para a Fundação Santa Fé. Lá, passou por cirurgias neurocirúrgica e vascular. Segundo boletins médicos mais recentes, divulgados em 9 de junho, o procedimento foi bem-sucedido, mas seu estado permanece de “gravidade máxima”, com “escassa resposta às intervenções e manobras médicas realizadas”. O prognóstico continua sendo reservado, e ele segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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O presidente colombiano, Gustavo Petro, expressou solidariedade à família Uribe Turbay e condenou o ataque, ressaltando a importância de respeitar a vida e a democracia. Líderes de outros países, como Chile, Equador e Estados Unidos, também manifestaram apoio e repúdio. O incidente reacendeu debates sobre a violência política na Colômbia e a necessidade de medidas para garantir a segurança de candidatos e preservar o processo democrático, especialmente às vésperas da eleição presidencial de 2026, para a qual Uribe Turbay havia anunciado sua candidatura em março.

As autoridades colombianas continuam a investigar o caso. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, informou que foi formado um conselho de segurança com o presidente Gustavo Petro e que o governo trabalha com três hipóteses para a origem do ataque: se foi diretamente direcionado a Miguel Uribe Turbay, se foi por sua ligação com o partido Centro Democrático, ou se foi uma tentativa de desestabilizar o governo nacional. Uma recompensa significativa, de 1 bilhão de pesos colombianos (cerca de R$ 1,3 milhão), foi oferecida por informações que levem à identificação de outros envolvidos no atentado. Mais de 100 investigadores foram mobilizados para esclarecer o caso e identificar os mandantes do ataque.

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Fonte: Brasil Paralelo / El País

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